Ao mesmo tempo, 74% discordam da possibilidade dos EUA atacarem membros de facções criminosas dentro do Brasil 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pichação alusiva ao Comando Vermelho (CV) em Boa Vista, capital de Roraima: facção do Rio está presente na região, assim como o grupo paulista PCC e o bando venezuelano Tren de Aragua — Foto: Patrik Camporez RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 14:40 Maioria apoia rotular PCC e CV como terroristas, mas rejeita ação dos EUA sem aval do Brasil, diz Datafolha. Pesquisa Datafolha revela que 59% dos brasileiros apoiam rotular as facções PCC e CV como terroristas, embora 74% rejeitem ação dos EUA contra essas facções sem autorização do Brasil. Além disso, 54% acreditam que Flávio Bolsonaro influenciou a decisão dos EUA, com opiniões divididas sobre o impacto dessa influência. O levantamento incluiu 2.004 entrevistados em 139 municípios. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira mostra que 59% dos brasileiros apoiam rotular as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas. No início deste mês, os Estados Unidos decidiram incorporar a definição para tais organizações criminosas. Ainda segundo o instituto, 54% acreditam que o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, teve influência na decisão do governo americano. O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 17 e 18 de junho, em 139 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada na Justiça Federal sob o número BR-09956/2026. Concordância com classificar facções como organizações terroristas: Concorda totalmente: 45%Concorda em parte: 14%Não concorda nem discorda: 1%Discorda em parte: 11%Discorda totalmente: 22%Não sabe: 7% Atuação dos EUA Mesmo assim, a pesquisa também mostra que 74% da população rejeita a possibilidade de os EUA atuarem contra integrantes dessas facções em território brasileiro sem autorização do governo do Brasil. Os Estados Unidos têm o direito de atacar membros de facções criminosas dentro do Brasil sem avisar ao governo brasileiro? Concorda totalmente: 17%Concorda em parte: 5%Não concorda nem discorda: 1%Discorda em parte: 13%Discorda totalmente: 61%Não sabe: 3% O panorama fica mais equilibrado quando o questionamento é se o governo de Donald Trump quer, na verdade, ajudar os brasileiros a partir da classificação das facções como terroristas. Sobre isso, 50% concordam, enquanto 46% são contra. O governo dos Estados Unidos quer combater as facções criminosas no Brasil para ajudar a população brasileira? Concorda totalmente: 35%Concorda em parte: 15%Não concorda nem discorda: 1%Discorda em parte: 11%Discorda totalmente: 35%Não sabe: 4% Na mesma linha, 74% não avaliam que os Estados Unidos estão usando as facções como "desculpa" para "mandar no Brasil". Já outros 23% afirmam o oposto. O governo dos Estados Unidos está usando as facções criminosas como desculpa para mandar no Brasil? Concorda totalmente: 17%Concorda em parte: 5%Não concorda nem discorda: 1%Discorda em parte: 13%Discorda totalmente: 61%Não sabe: 3% Atuação de Flávio A decisão dos americanos em classificar CV e PCC como terroristas ocorreu poucos dias após Flávio Bolsonaro visitar Donald Trump na Casa Branca, em Washington. Em março, o jornal americano The New York Times afirmou que ele e o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), pressionavam os Estados Unidos para adotar a designação. O tema é criticado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aponta possíveis riscos à soberania nacional. Sobre a visita, 30% alegam que Flávio não teve influência na decisão, enquanto 16% não sabem responder. Dentre os 54% que consideram que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) possui influência na ação americana, 57% entendem que tal articulação é negativa para o Brasil, enquanto 37% avaliam que a atuação é positiva. Outros 3% afirmam ser meio-termo, e 2% não sabem.
Datafolha: maioria apoia classificar PCC e CV como terroristas, aponta pesquisa
Ao mesmo tempo, 74% discordam da possibilidade dos EUA atacarem membros de facções criminosas dentro do Brasil









