A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas encontrou respaldo de 59% dos brasileiros, que concordam, total ou parcialmente, com a classificação.
Ao mesmo tempo, três em cada quatro (74%) rejeitam a possibilidade de os EUA atuarem contra integrantes dessas facções em território brasileiro sem autorização do governo nacional, segundo pesquisa Datafolha.
O aparente paradoxo revela menos uma adesão à política externa americana do que um retrato da pressão exercida pela violência organizada sobre a vida cotidiana dos brasileiros, tema que tem tudo para pautar as eleições de 2026.
Isso porque o problema da segurança e da criminalidade é considerado o maior do país para 16% dos brasileiros, atrás de saúde (20%) e à frente da economia (11%), segundo pesquisa Datafolha de dezembro de 2025.
Além disso, levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) de maio passado apontou que 41% da população brasileira vive em áreas onde percebe influência do crime organizado.







