O Brasil tem vulnerabilidades importantes diante das mudanças climáticas, que precisam ser enfrentadas com urgência. Uma das principais é o impacto sobre a agropecuária, setor que responde por parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB), das exportações e da geração de empregos. Apesar de sua relevância, a forte dependência da economia nacional da produção agropecuária torna o País especialmente sensível aos eventos climáticos extremos. É preciso repensar esse modelo de desenvolvimento, pois uma economia excessivamente dependente do campo pode enfrentar dificuldades crescentes nas próximas décadas.
Secas prolongadas, ondas de calor, chuvas intensas e enchentes tornaram-se mais frequentes, comprometendo as safras, reduzindo a produtividade e elevando os custos de produção. Esses fenômenos afetam diretamente culturas como soja, milho, arroz, feijão, café e cana-de-açúcar, bem como a pecuária. O problema não se restringe ao período do El Niño: as projeções indicam que o Centro-Oeste e o Nordeste tendem a se tornar mais quentes e secos, com redução das chuvas e maior irregularidade no regime de precipitação. Por outro lado, haverá mais chuvas no Sul do Brasil, com aumento de extremos climáticos.













