A declaração com dados falsos sobre as urnas feita pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a embaixadores na terça-feira (21) impulsionou narrativas da esquerda em redes sociais.
É o que mostra o levantamento do Instituto DX (Democracia em Xeque), que monitorou a busca por termos relacionados ao ataque ao dispositivo de votação e postagens nas redes sobre o tema. A análise reúne dados coletados entre 15 de julho e o meio-dia da quarta-feira (22) no Facebook, no Instagram, no YouTube, no X (ex-Twitter) e no TikTok .
O período abarca tanto a divulgação de documentos com dados da CIA que comprovariam fraudes em eleições venezuelanas de 2012 quanto a repercussão da fala de Flávio, que usou o relatório difundido pelo governo de Donald Trump para colocar as urnas na berlinda.
Com base nas informações do serviço secreto estadunidense, o senador afirmou que a empresa Smartmatic estaria envolvida em um plano de fraude na Venezuela. O presidenciável alegou que a companhia fornecia urnas no Brasil, o que é falso.
Segundo o DX, a extrema direita respondeu por 92% das publicações sobre ataques às urnas no dia 17 de julho, dia seguinte à divulgação do relatório pelo governo dos EUA, e a esquerda, por 3%.













