Em nota, o senador disse também que o envio de observadores internacionais "reforça a transparência no sistema eleitoral" 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro discursa para plateia de representantes do corpo diplomático de 42 países — Foto: Divulgação Novo Selo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/07/2026 - 21:45 Flávio Bolsonaro recua após citar informações falsas sobre urnas eletrônicas Após citar informações falsas sobre urnas eletrônicas a diplomatas, Flávio Bolsonaro afirmou em nota que não duvida do processo eleitoral brasileiro. Ele destacou a importância de observadores internacionais para garantir transparência. Flávio mencionou erroneamente a empresa venezuelana Smartmatic, desmentida pelo TSE, que afirmou que as urnas brasileiras são desenvolvidas e produzidas localmente. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após citar informações falsas sobre a origem das urnas eletrônicas em um evento com diplomatas estrangeiros, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou, em nota, ter posto em dúvida o processo eleitoral. O senador havia dito que as máquinas usadas em eleições no Brasil tem origem na empresa venezuelana Smartmatic, informação desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A declaração foi dada nesta terça-feira em um evento em Brasília. No texto, Flávio acrescenta ainda que o envio de observadores internacionais para o acompanhamento de eleições é "uma prática adotada em diversas democracias e reforça a transparência no sistema eleitoral". Leia abaixo a nota na íntegra: "O senador e pré-candidato à Presidência da Repúplica, Flávio Bolsonaro, não coloca em dúvida o processo eleitoral brasileiro. O convite para a presença de observadores internacionais segue uma prática adotada em diversas democracias e reforça a transparência no sistema eleitoral" O pré-candidato discursou nesta terça-feira no encontro "Debatendo o Brasil", organizado pelo site The Brazilian Report e a agência Novo Selo Comunicação. Estavam presentes membros do corpo diplomático de 42 países, como Estados Unidos, Israel, Reino Unido, África do Sul, Austrália, Paraguai, União Europeia e Alemanha, entre outros. Na fala, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — que se tornou inelegível por uma reunião com embaixadores na qual teceu ataques ao sistema eleitoral do país — mencionou dados inverídicos sobre uma empresa venezuelana que aparece em documentos da CIA divulgados pela gestão Trump na semana passada. — O pedido que eu faço a todos aqui, não estou questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para nossas eleições, como sempre fazem, e também pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia e como o Brasil pode dar eleições mais seguras e transparentes — disse Flávio Bolsonaro. Antes, o parlamentar havia feito referência a documentos da CIA tornados públicos na semana passada, que levantam suspeitas sobre o processo eleitoral venezuelano. A papelada faz parte de um pacote de conteúdos divulgados pela Casa Branca após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aliado da família Bolsonaro, realizar um pronunciamento levantando suspeitas de interferência estrangeira nas eleições americanas de 2020. O documento em questão, apesar de apontar que oficiais da Venezuela desenvolveram interesse e "alguma capacidade" em manipular sistemas eletrônicos de votação, não obteve confimação definitiva de que fraudes eletrônicas de grande escala foram executadas com sucesso no país. Ao discursar, Flávio citou especificamente a empresa venezuelana Smartmatic, repetindo uma informação falsa já desmentida no passado pelo TSE: — E uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, é que tenha uma programação para alteração das votações naquele país — afirmou Flávio, acrescentando o dado equivocado: — Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana. A Smartmatic não fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras. Em 2017, quando a informação falsa começou a viralizar nas redes, o TSE publicou uma nota a desmentindo. "As urnas eletrônicas brasileiras foram projetadas por técnicos a serviço da Justiça Eleitoral e são produzidas, sob a sua direta coordenação, por empresas selecionadas por meio de processos licitatórios públicos e de ampla concorrência", diz a nota. Novos desmentidos foram publicados pelo tribunal nos ciclos eleitorais seguintes, como em 2020 e 2022. Questionado nesta terça-feira, o TSE reafirmou que não há relação entre as urnas e a empresa venezuelana. A Smartmatic já celebrou contratos com a Justiça Eleitoral brasileira. No entanto, eles versavam sobre a prestação de serviços de conexão de dados e voz e não envolviam a programação ou operação das urnas eletrônicas. A empresa venezuelana até chegou a participar de uma licitação para fabricar urnas para as eleições de 2020, mas perdeu a disputa para uma concorrente. O próprio Flávio lembrou à plateia da condenação do pai pelo TSE , que, durante encontro com embaixadores no Palácio do Planalto em 2022, também teceu acusações infundadas sobre o sistema eleitoral brasileiro: — Alguém que tinha uma preocupação com a transparência, a segurança do nosso sistema eleitoral e apenas manifestava as suas preocupações para que os embaixadores levassem esse cenário de preocupação para os seus países — argumentou, minimizando o episódio. O TSE, no entanto, entendeu que o pai de Flávio praticou abuso de poder político e usou indevidamente meios de comunicação ao atacar, sem provas, as urnas eletrônicas na reunião às vésperas da campanha à reeleição na qual acabou derrotado. Segundo a acusação, ao transmitir o discurso com ataques às urnas eletrônicas na TV Brasil e em redes sociais, Bolsonaro teve “expressivo alcance na difusão de informações falsas já reiteradamente desmentidas”.
Após citar dado falso sobre urna a diplomatas, Flávio diz que 'não coloca em dúvida o processo eleitoral brasileiro'
Em nota, o senador disse também que o envio de observadores internacionais "reforça a transparência no sistema eleitoral"







