Em evento, pré-candidato do PL pede observadores para acompanhar processo eleitoral Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, discursa em almoço com embaixadores e representantes de 42 países nesta terça-feira (21), em Brasília — Foto: Raul Spinassé/Novo Selo Comunicação O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, pediu a embaixadores para que os países mandem “a maior quantidade de observadores possíveis” para acompanhar as eleições deste ano. A afirmação foi feita em reunião com representantes de 42 países na terça-feira (21), promovido pelo portal The Brazilian Report, em Brasília. No evento, ele afirmou que as urnas eletrônicas usadas no Brasil “têm a mesma origem” das urnas da empresa Smartmatic. A companhia é acusada pelo governo dos Estados Unidos de estar envolvida em um plano de fraude em eleição na Venezuela. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já afirmou, no entanto, que o Brasil não usa urnas da empresa em questão. Leia mais “Um pedido que eu faço a todos aqui — não estou questionando o sistema de votação brasileiro — é que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para as nossas eleições, como sempre fazem. E, também, [mandem] pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia e como o Brasil pode ter eleições mais seguras e transparentes”, declarou Flávio aos presentes. Em 2022, o então presidente Jair Bolsonaro também promoveu uma reunião com embaixadores, na qual fez ataques ao sistema eleitoral brasileiro, em encontro transmitido pela rede de televisão pública. Por ter usado a estrutura da Presidência com desvio de finalidade, Bolsonaro foi considerado inelegível no ano seguinte pelo TSE. No evento de terça, Flávio lembrou da reunião organizada pelo pai e afirmou que o ex-presidente apenas manifestava preocupações a representantes de outros países. A citação à Smartmatic ocorreu quando o senador fez referência a um relatório da semana passada do governo americano que apontou suspeita de que a empresa estaria envolvida em fraude em eleições da Venezuela em 2012. Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também retomou alegações de que a companhia estaria relacionada a supostas fraudes nas eleições americanas de 2020 — o que nunca foi comprovado. “Há poucos dias, por coincidência, houve uma denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processos eleitorais e eletrônicos, em especial na Venezuela”, disse. “Uma das suspeitas é que [com] uma das empresas, chamada Smartmatic — de origem venezuelana —, tenha havido uma programação para alteração das votações naquele país nas eleições. Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana.” Em 2020, o TSE já tinha divulgado comunicado afirmando que eram falsas informações a respeito do uso de urnas da Smartmatic nas eleições brasileiras. “Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país”, disse o TSE na ocasião. “As urnas brasileiras foram projetadas por servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral e são produzidas, sob a sua direta coordenação, por empresas selecionadas mediante licitações públicas e de ampla concorrência, o que garante ainda mais segurança e transparência ao processo eleitoral.” Por isso, o TSE reiterou na ocasião “que a empresa Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação desses aparelhos”. Segundo a Corte, “a empresa atuou apenas no treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional para as urnas brasileiras” e “celebrou contratos com o TSE em outras ocasiões somente para a prestação de serviços de conexão de dados e voz, e não para o desenvolvimento ou operação da urna eletrônica”. “Além disso, a empresa participou da licitação para a fabricação de urnas eletrônicas para 2020, mas perdeu para a empresa Positivo”, afirmou. O TSE realiza testes periodicamente para garantir a continuidade da proteção das urnas eletrônicas. Não há evidências de fraudes no sistema.
Flávio repete o pai e usa 'fake news' sobre urnas em reunião com embaixadores
Em evento, pré-candidato do PL pede observadores para acompanhar processo eleitoral










