De forma surpreendente, o presidente Donald Trump disse nesta quinta-feira (23) que o acordo nuclear com a Arábia Saudita é condicionado à paz entre o país do Oriente Médio e Israel. Além disso, ele negou que o arranjo irá permitir o enriquecimento de urânio no reino desértico.
O anúncio foi feito na rede Truth Social um dia após Washington e Riad confirmarem o acordo, que ainda terá de ser submetido ao Congresso americano. Os sauditas não comentaram ainda. Já o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, disse que a aceitação da condição seria "um salto histórico à frente" para a paz regional.
"O acordo nuclear civil (Não haverá enriquecimento de material!) é totalmente sujeito à adesão da Arábia Saudita aos muito respeitados e bem-sucedidos Acordos de Abraão", escreveu.
Ele se referia aos arranjos promovidos em seu primeiro mandato, batizados em homenagem ao patriarca bíblico Abraão, considerado origem comum de judaísmo, cristianismo e islamismo.
A partir de 2020, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão normalizaram relações com Tel Aviv em troca de promessas comerciais, que se cumpriram em alguns casos, como o dos emiratis.











