"A luta do povo pataxó não é mais com arco e flecha. Temos uma nova estratégia para sobreviver." A frase faz referência à importância do projeto de turismo de base comunitária para os moradores da Terra Indígena Barra Velha do Monte Pascoal, em Porto Seguro, na Bahia.
Criada há 20 anos, a iniciativa se tornou uma fonte de renda alternativa para parte das famílias da aldeia Xandó, a oeste do distrito de Caraíva.
Diariamente, turistas sobem o rio em direção à reserva Porto do Boi, onde o passeio com almoço incluso custa R$ 150. O dinheiro é dividido igualmente entre os indígenas que trabalham na reserva, além de custear pequenas obras na aldeia e viagens de lideranças para reuniões e negociações políticas.
Na entrada, os visitantes são orientados a deixar os calçados, como parte da proposta de uma experiência mais imersiva. Eles passam pelos casebres rurais que preenchem a paisagem do interior de Caraíva e entram numa espécie de oásis, com árvores que tentam reproduzir uma floresta.
No centro, fica a Oca Mãe, estrutura circular que abriga um tipo de altar, com incensos e gravuras no teto que remetem a imagens psicodélicas, misturando padrões nativos e fractais que parecem criados por inteligência artificial.







