Turista não há de reclamar de uma dose extra de conforto. Mesmo quando o propósito do turismo tem seu quê radical ou de imersão na natureza, mal não faz um elemento que deixe tudo mais suave —em especial se uma opção "radical raiz", com o perdão da redundância, continuar à mão de quem desejá-la.

Turistas na trilha na Ciclovia das Cataratas, inaugurada no Parque Nacional do Iguaçu em junho de 2025. O local é asfaltado é dá acesso a outras trilhas pela mata atlântica. O passeio tem 11,6 quilômetros - Divulgação Urbia+Cataratas

Para conhecer as cataratas do Iguaçu e vê-las das clássicas passarelas sobre as águas, por exemplo: visitantes podem deixar de lado os ônibus que cortam a BR-469 fazendo paradas em pontos estratégicos do parque nacional e optar por uma trilha de bicicleta.

Trilha-trilha, que fique claro. Um percurso que corta trechos de mata atlântica, se bifurca para desviar de árvores frondosas, escorrega em longas descidas, tem um sem-número de curvas angulosas e permite cruzar aqui e ali com animais selvagens. Mas trilha com sua dose de conforto, já que a pista inaugurada há um ano é completamente asfaltada —parte de um milionário pacote de melhorias do parque.

A Ciclovia das Cataratas parte do centro de visitantes. Atrás do ponto de ônibus, uma estrutura recebe os turistas e disponibiliza capacetes e as bikes, em vários aros, versão elétrica e com marcha e em bom estado, inclusive de freio (o aluguel por duas horas custa a partir de R$ 50 e a diária, de R$ 70). Dali, toma-se o caminho da trilha, não sem antes um monitor detalhar as rotas possíveis e os cuidados a tomar.