Empresas de madeira processada, um dos setores brasileiros taxados por Donald Trump mais dependentes da economia norte-americana, planejam reduzir produção. Segundo associação do segmento, se nada mudar, o caminho pode ser de demissões. A posição no momento é que não há um plano B.

CEO da Solida, Daniel Wojski Solida, fala em "ajuste do ritmo produtivo", caso a nova tarifa de 25% seja mantida por um tempo prolongado. Segundo ele, a situação já levou a companhia a prospectar novos mercados para exportação. Não que seja fácil.

Grande parte da linha de produtos da Solida, especializada em madeira de alta qualidade, é desenhada com as especificações pedidas por clientes norte-americanos. Isso exigiria adaptações técnicas.

"Nossos artigos podem ser redirecionados para mercados como a Europa, a América Latina e a Ásia; porém, os Estados Unidos continuarão sendo o maior consumidor mundial", diz o executivo.

Entre os mercados atingidos pela nova rodada de tarifas norte-americanas, nenhum é tão afetado quanto o madeireiro, alega a Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente). Pelos dados da entidade, 80% da produção nacional é voltada para exportação. Metade disso vai para os Estados Unidos (40%).