Fechar escritório nos Estados Unidos, garimpar novos mercados no exterior e até tentar argumentar com políticos norte-americanos. As empresas brasileiras buscam estratégias para tentar contornar as incertezas geradas pelas tarifas do governo Trump.
A taxa de 25% entrou em vigor nesta quarta-feira (22) após investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana sobre práticas de comércio consideradas injustas. Já a de 12,5% que passou a valer nesta sexta (24) e também mira outros parceiros comerciais é resultado de uma investigação sobre falhas no combate à importação de produtos feitos com o uso de trabalho forçado
As taxas afetam itens de diversos setores, incluindo máquinas agrícolas, madeira processada, etanol, papel e vestuário. Segundo cálculos da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil), as tarifas de 12,5% atingem o correspondente a US$ 12,5 bilhões em exportações anuais aos EUA. Para 85,3% dessas vendas, equivalentes a US$ 10,7 bilhões, seus efeitos devem ser cumulativos com as tarifas de 25%, resultando em uma taxa de 37,5%.
Segundo o ministro Márcio Elias Rosa (Indústria e Comércio), muitos setores estarão sujeitos à taxação acumulada de 37,5%.
"É o caso, por exemplo, de calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções, químicos, desde que não sejam farmacêuticos. Para esses, infelizmente, a tarifa passa a ser de 37,5%", disse na noite desta quinta.







