Cada vez que o presidente Donald Trump assume seu caráter errático de mercado e passa a colocar elevadas taxas no comércio entre parceiros, os Estados Unidos perdem, e o Brasil, nem sempre. Os americanos fecham mercados, e o Brasil busca novos.
A grande briga de Trump é sempre com a China, e essa disputa entre eles tem favorecido muito o Brasil. Quando o republicano assumiu o governo pela primeira vez, em 2017, os Estados Unidos tinham receitas de US$ 24 bilhões com exportações para a China de produtos relacionados ao agronegócio. No ano seguinte, o valor caiu para US$ 13 bilhões.
No mandato de Joe Biden, as exportações americanas para os chineses chegaram a US$ 41 bilhões no setor, mas, com o retorno de Trump à Presidência, diminuíram, recuando para US$ 10 bilhões no ano passado.
Bom para o Brasil. Em 2017, as exportações brasileiras para o país asiático eram de US$ 39,1 bilhões, subindo para US$ 72,5 bilhões em 2025, considerando produtos agropecuários e os demais relacionados ao setor, como madeira e celulose.
Quando os Estados Unidos impuseram pesadas taxas ao Brasil no ano passado, os setores com menor poder de fogo tiveram sérias dificuldades. Outros, como a carne bovina, buscaram novos mercados e acabaram obtendo recordes tanto nas receitas como nos volumes exportados.












