O sol nem bem nasceu, e o "expediente" delas já se encerrou. Depois que a caminhonete partiu carregada de ovos, as galinhas de penas castanhas avermelhadas foram liberadas para saírem do galinheiro e ciscarem pelos arredores.
Os ovos seguiram para o centro de produção do Grupo Korin (lê-se kôrin, que significa "círculos de luz"), em Ipeúna, a 200 km de São Paulo. A marca é mais conhecida nas gôndolas dos maiores supermercados por suas linhas de frango natural e orgânico, mas também produz ovos, hortaliças, carne vermelha, peixes, mel, cereais, fertilizantes e desinfetantes naturais obtidos pela fermentação de materiais orgânicos.
Nesta granja, assim como em todas as parceiras da Korin, os animais são tratados de forma incomum. Não recebem antibióticos, são alimentados com ração livre de transgênicos e vivem com mais espaço. No plano espiritual, as galinhas castanhas e os frangos de penas brancas são recordados anualmente em uma cerimônia.
Em um gramado cercado de flores, funcionários, do chão da fábrica à presidência, realizam, todo mês de agosto, um sufrágio pelo espírito dos animais abatidos, agradecendo-lhes pela função de alimentar e nutrir os seres humanos e fazendo orações de despedida desses espíritos.












