A partir das convenções partidárias desta semana, os programas de governo devem começar a ganhar espaço e ampliar a discussão sobre as propostas apresentadas pelas candidaturas. Embora o esforço de convencimento se dirija sobretudo aos eleitores nesse período, ele continua depois das urnas, quando autoridades eleitas e servidores irão decidir quais soluções serão realmente incorporadas à rotina do governo.
Quem divulga políticas baseadas em evidências dedica mais atenção a descobrir o que funciona do que a estudar como esse conhecimento será comunicado. A segunda tarefa está dada: resumir as evidências, publicá-las, fazer eventos e encontros. Contudo, como sabemos, uma política pode estar bem fundamentada e ainda ser ignorada porque a informação chegou por uma fonte ou um formato pouco favorável. Será que as pesquisas sobre comunicação não deveriam também orientar essa parte do trabalho?
Por exemplo, a adoção de uma recomendação para melhorar as páginas dos municípios espanhóis na Wikipédia aumentou em 65% quando a informação veio de uma instituição ideologicamente próxima dos gestores. Ao passo que, quando a fonte pertencia ao campo adversário, não houve efeito. Em termos absolutos, a adoção passou de 2,6% para 4,2%. O resultado é do estudo de Jorge García-Hombrados e outros pesquisadores, publicado neste mês.






