O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou na semana passada os dados sobre a divisão do dinheiro do fundo eleitoral, e isso não traz notícia nova.
Os números são conhecidos, mas a divulgação repõe na agenda o tema desse tipo de financiamento adotado desde a eleição de 2018. Oportunidade para renovar questionamentos sobre como partidos se tornaram sorvedouros de dinheiro público sem que, em contrapartida, prestem bons serviços ao país que os contrata.A velha história: o representado é obrigado a votar, mas os representantes não se obrigam a cumprir seus deveres e ainda legislam em causa própria. Por exemplo, anistiando infrações das agremiações, ampliando o uso do fundo partidário e afrouxando normas como a Lei da Ficha Limpa. Aos números graúdos: R$ 4,9 bilhões para as campanhas, R$ 1,3 bilhão para as despesas habituais dos partidos e R$ 61 bilhões reservados para as emendas parlamentares no Orçamento da União de 2026. As emendas entram nessa conta porque funcionam como financiamento paralelo de campanhas.
O serviço prestado justifica essa dinheirama toda? A julgar pela pesquisa do Poder Data divulgada há alguns dias, a população não está nada satisfeita com o que paga aos partidos. Só 10% avaliam positivamente o trabalho da Câmara dos Deputados e 15% avalizam o desempenho do Senado.














