Espírito Santo mantém contas equilibradas há vários mandatos. A pergunta é porque outros estados não conseguem fazer o mesmo? — Foto: Getty Images RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 08/06/2026 - 10:01 "Despesas Eleitorais Crescem: Déficit de R$ 6 Bi nos Estados em 2024" A reportagem de Cássia Almeida no GLOBO destaca o aumento dos gastos em ano eleitoral não apenas no governo federal, mas também nos estados, resultando em um déficit projetado de R$ 6 bilhões. Minas Gerais e Rio de Janeiro são exemplos negativos, enquanto o Espírito Santo se destaca positivamente. A matéria explora as medidas adotadas para equilibrar as contas estaduais e questiona por que nem todos seguem o exemplo do Espírito Santo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Em detalhada e excelente reportagem de Cássia Almeida, o GLOBO traz hoje os números do que o economista Mansueto Almeida, do BTG Pactual, já havia chamado a atenção na minha coluna: O aumento dos gastos em época eleitoral não é só do governo federal, mas dos estados também. Na reportagem de hoje o jornal informa que os estados brasileiros devem registrar um déficit de R$ 6 bilhões este ano. Houve um aumento de 6,5% das despesas frente a uma alta de 3,3% das receitas nos quatro primeiros meses do ano. E quando se observa estado por estado, um dos destaques negativos é Minas Gerais. Em seu discurso como pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, que governou o estado até abril, tem criticado as contas do governo federal - que, sim, podem ser criticadas- mas ignora a situação de Minas Gerais, que entrou o ano com caixa negativo de R$ 11 bilhões, apesar de o estado ter sido beneficiado, nos últimos anos, por sucessivas liminares no Supremo Tribunal Federal (STF) que suspenderam o pagamento da dívida com a União. De forma geral, os estados foram beneficiados pelo Programa de Pleno Pagamento de Dívidas (Propag), firmado em janeiro do ano passado, que permitiu o parcelamento dos débitos em 30 anos e reduziu os juros para uma taxa entre zero e 2%, descontada a inflação. A iniciativa, defendida pelo senador mineiro Rodrigo Pacheco, é positiva para os estados endividados, mas representa uma perda para o governo federal, que se financia a uma taxa muito superior à cobrada dos entes federativos. Outro benefício foi a aprovação, no Congresso, da PEC dos Precatórios, que ampliou de 60 para 300 meses o prazo para que os estados quitem seus débitos judiciais. Ao lado de Minas Gerais, o Rio de Janeiro é outro destaque negativo quando se fala das contas estaduais. Apesar de receberem royalties da mineração e do petróleo, respectivamente, o que representa uma grande injeção de receita, esses estados continuam entre os mais problemáticos. E esse é um cenário que se repete governo após governo. O atual governador do Rio, o interino Ricardo Couto, vem adotando medidas com o objetivo de reduzir esses desequilíbrios fiscais. Enquanto, em janeiro e fevereiro, as despesas correntes cresceram 15,5% em termos reais na comparação com o mesmo período do ano passado, no segundo bimestre a variação foi negativa em 5,7%, mostra reportagem do Valor. De acordo com dados do Relatório Resumido de Execução Orçamentária do estado, compilados pela consultoria Aequus e citados na reportagem, os gastos com pessoal e encargos sociais passaram de uma alta de 6,4% no primeiro bimestre para uma queda de 0,3% nos dois meses seguintes. Já as demais despesas correntes saíram de um crescimento de 24,5% para uma redução de 6,7%. Observando as contas estaduais, há um estado que se destaca como bom exemplo, apresentando resultados positivos governo após governo: o Espírito Santo. O trabalho de equilíbrio fiscal começou com Paulo Hartung, teve continuidade na gestão de Renato Casagrande e agora segue sob Ricardo Ferraço. O Espírito Santo possui nota A na avaliação de capacidade de pagamento (Capag), enquanto Minas Gerais e o Distrito Federal, outro destaque negativo, são classificados com nota C. A pergunta que não quer calar é: se o Espírito Santo consegue manter o equilíbrio das contas, por que os outros não conseguem?
O erro de gastar demais em ano eleitoral é também dos estados. Veja os piores casos e o bom exemplo
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