José Augusto Coutinho é mencionado em apuração sobre operadores financeiros da facção e em inquérito da Corregedoria sobre a Transwolff 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ex-comandante geral da Polícia Militar de SP, Coronel José Augusto Coutinho — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/07/2026 - 11:37 Ex-comandante da PM-SP é citado em nova investigação sobre PCC O ex-comandante-geral da PM de São Paulo, coronel José Augusto Coutinho, foi novamente citado em investigação relacionada ao PCC, desta vez na Operação Janus, por supostos operadores financeiros da facção. Embora mencionado, Coutinho não é alvo da operação. Ele também foi citado em outras investigações sobre irregularidades na PM e vazamento de informações. Coutinho deixou o cargo em abril, sendo defendido por seu advogado e pelo governador Tarcísio de Freitas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ex-comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel José Augusto Coutinho, voltou a ser citado em uma investigação que envolve o Primeiro Comando da Capital (PCC). Desta vez, o nome do oficial aparece na decisão que embasou a Operação Janus, realizada nesta terça-feira pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra uma suposta rede de operadores financeiros responsável por movimentar recursos da facção. Segundo o documento obtido pelo GLOBO, investigadores apontam que integrantes do grupo mantinham relação próxima com policiais civis e militares e fazem referência ao então comandante da Rota, além dos coronéis Pereira Martins e "Patrício". A decisão, no entanto, não atribui ao ex-comandante participação direta nos crimes investigados nem o inclui entre os alvos da operação. A menção ocorre em meio a apuração sensível: um inquérito da Corregedoria da Polícia Militar que investiga policiais suspeitos de prestar segurança privada à Transwolff, empresa de ônibus apontada pelo Ministério Público como instrumento de lavagem de dinheiro do PCC. Como revelou O GLOBO, um dos investigados nesse caso, o sargento Alexandre Aleixo Romano Cezário, afirmou em depoimento que Coutinho, à época comandante da Rota, tentou convencê-lo a permanecer na unidade mesmo após tomar conhecimento de que havia policiais realizando "bico" para a empresa. Em um dos trechos do depoimento prestado à Corregedoria, Romano afirma que Coutinho teria reconhecido a existência de irregularidades. "Meu irmão faz bico até hoje. Meu pai sustentou a gente fazendo bico. A gente sabe que as coisas estão difíceis. Porém, pelo que está aqui, tem bandido fazendo bico lá", teria dito Coutinho, segundo o policial. O ex-comandante também foi citado em outra investigação conduzida pela Corregedoria, que apura um suposto vazamento de informações da Operação Sharks, realizada em 2020, em favor de Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, apontado como principal líder do PCC fora dos presídios. Coutinho deixou oficialmente o comando-geral da PM em abril, após solicitar sua transferência para a reserva. Em seu lugar, assumiu a coronel Glauce Anselmo Cavalli, primeira mulher a chefiar a corporação em quase dois séculos de existência. Procurado anteriormente pelo GLOBO, o escritório Fernando José da Costa Advogados, responsável pela defesa de Coutinho, afirmou que o coronel é um oficial "de absoluta idoneidade", com 34 anos de carreira, e que não teve acesso aos autos das investigações. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) também saiu em defesa do ex-comandante ao afirmar que sua ida para a reserva não teve relação com qualquer apuração em curso. — O coronel Coutinho tem uma reputação ilibada, é uma pessoa que sempre prestou excelente serviço na Polícia Militar. Ele não tem nada a ver com esse negócio — disse o governador na ocasião. O GLOBO tenta contato com a defesa do oficial, o espaço segue aberto.
Citado em nova investigação, ex-comandante da PM já havia sido alvo de apuração sobre elo entre policiais e empresa ligada ao PCC
José Augusto Coutinho é mencionado em apuração sobre operadores financeiros da facção e em inquérito da Corregedoria sobre a Transwolff








