Empresa de ônibus investigada por elo com o PCC foi alvo de operação do Ministério Público, por suspeita de lavagem de dinheiro e favorecimento à facção criminosa Pátio da Transwolff, enquanto a empresa ainda operava: contrato cancelado — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 10:01 PM de SP Indicia Policiais por Segurança Ilegal a Empresa Ligada ao PCC A Corregedoria da PM de São Paulo indiciou quatro policiais por oferecerem segurança ilegal a diretores da Transwolff, empresa de ônibus ligada ao PCC, investigada por lavagem de dinheiro. A investigação revelou possíveis conexões financeiras entre a Transwolff e o ex-presidente da Câmara Municipal, Milton Leite. A defesa dos envolvidos nega as acusações e destaca a falta de evidências concretas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo finalizou o inquérito que investigou a realização de segurança privada ilegal por PMs para dirigentes da empresa de ônibus Transwolff, apontados como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A Transwolff e a UPBus foram alvo da Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024 pelo Ministério Público de São Paulo, por suspeita de lavagem de dinheiro e favorecimento à facção criminosa. Para os investigadores, os PMs integravam uma estrutura de proteção armada que beneficiava dois diretores da Transwolff: Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora, e Cícero de Oliveira, o Té. Eles foram classificados como operadores de lavagem de dinheiro para a facção criminosa pelo Ministério Público. Com a conclusão do inquérito, a Corregedoria indiciou o capitão Alexandre Paulino Vieira, o sargento Nereu Aparecido Alves, o sargento Alexandre Aleixo Romano Cezário e o tenente-coronel José Henrique Martins Flores. O órgão também pediu a manutenção da prisão preventiva deles. A defesa do capitão Alexandre reafirmou sua inocência, e disse que ele é “uma pessoa íntegra e profissional exemplar, não tendo relação alguma com qualquer prática criminosa”. Afirmou ainda que “as investigações têm se estendido por tempo exagerado, sem fundamentação legal, mantendo a custódia por tempo indeterminado”. A defesa dos demais indiciados não foi localizada. Relações com Milton Leite A investigação apontou indícios de relação financeira entre o ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite (União Brasil) e a Transwolff. Segundo o relatório, interceptações telefônicas mostraram o sargento Nereu justificando a Té um atraso na escolta por estar na inauguração de uma creche municipal ao lado do vereador, a quem se referia como “chefe”. O episódio teria ocorrido em 18 de agosto de 2023. O relatório final mostrou a existência de um núcleo formado por oficiais da PM que administrava os serviços e ocultava os ganhos financeiros. O capitão Alexandre é apontado como o responsável por coordenar as escalas, definir pagamentos e recrutar outros agentes, usando uma empresa de consultoria em nome de sua mãe para emitir notas fiscais fraudulentas à Transwolff. O capitão atuava na assessoria militar da Câmara, foi ajudante de ordens de Milton Leite e mantinha relações com o vereador desde 2014. Além disso, o tenente-coronel José Henrique também foi indiciado por utilizar empresas de fachada, registradas em nome de laranjas, para prestar serviços contínuos de portaria e escolta armada à transportadora. A Corregedoria apontou que a construtora Neumax, da qual Milton Leite é sócio, funcionaria como o elo financeiro do esquema, recebendo R$ 812 mil mensais da Transwolff pelo aluguel de imóveis na Zona Sul. O valor estimado é quase três vezes acima da média de mercado. Em nota, Milton Leite informou que sua relação com o capitão da PM Alexandre Paulino Vieira foi “estritamente profissional”. Segundo ele, o capitão trabalhava na Assessoria Militar da Câmara Municipal desde 2014, “muito antes de eu ser eleito presidente em 2017. Ele atuou com cinco presidentes: José Américo, Antonio Donato, Milton Leite, Eduardo Tuma e Ricardo Teixeira”. Em depoimento, o capitão Alexandre confirmou que mantinha uma relação exclusivamente funcional e meramente profissional, uma vez que atuava como responsável pela segurança institucional da Presidência do Legislativo. Disse ainda que jamais prestou qualquer serviço particular para Milton Leite e que nunca recebeu dele qualquer determinação para atuar em qualquer empresa, pública ou particular, muito menos do setor de transporte público da Cidade de São Paulo. Sobre Nereu, Milton Leite afirmou que ele nunca trabalhou em sua escolta. “No depoimento que prestou, o sargento Nereu Aparecido Alves negou expressamente que tivesse chamado Milton Leite de “chefe”, versão absolutamente fantasiosa. Nereu disse que a mensagem de WhatsApp com a expressão "chefe Milton" não foi escrita por ele (Nereu), e sim pelo capitão Alexandre, uma vez que este tratava da segurança da Presidência da Câmara. No mesmo depoimento, o sargento Nereu também afirmou que não esteve no evento de inauguração do CEI Nathalia Pereira da Silva acontecido no mês de agosto de 2023, notícia essa que foi equivocadamente veiculada por esse veículo de imprensa”. A respeito da relação comercial mencionada, o ex-presidente da Câmara disse que “o contrato de aluguel é inferior ao preço de mercado, jamais superior. O contrato incluiu não apenas a locação, mas também obras de reparo que foram feitas no imóvel alugado. Desconheço qualquer avaliação de imóvel feita pela Corregedoria da PM que permita questionar o valor”.
Corregedoria da PM indicia agentes que faziam segurança para diretores da Transwolff
Empresa de ônibus investigada por elo com o PCC foi alvo de operação do Ministério Público, por suspeita de lavagem de dinheiro e favorecimento à facção criminosa











