Segundo investigadores, oficial foi levado à Corregedoria por questão de transparência; autoridades afirmam que não houve situação de flagrante 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Armas encontradas em um dos endereços de alvos da operação Última Parada, nesta quinta-feira — Foto: Divulgação/SSP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 12:57 Policial Civil Ligado a Empresário Suspeito em Operação do PCC Um policial civil foi encontrado em um imóvel ligado a Lourival de França Monário, empresário e alvo da Operação Última Parada, que investiga lavagem de dinheiro do PCC. Apesar de não haver flagrante, o policial foi levado à Corregedoria por transparência. Lourival, suspeito de usar a empresa Transunião para ocultar recursos do PCC, não foi localizado. A operação apreendeu drogas, armas e bloqueou R$ 197 milhões. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um policial civil foi encontrado na manhã desta quinta-feira em um imóvel ligado ao empresário Lourival de França Monário, presidente da empresa de ônibus Transunião e um dos principais alvos da Operação Última Parada, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. Investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo investigadores que acompanham o caso, agentes cumpriam um mandado de busca e apreensão em um dos endereços vinculados a Lourival quando localizaram o policial no local. A presença do agente levou as autoridades a encaminhá-lo à Corregedoria da Polícia Civil para prestar esclarecimentos. De acordo com fontes da investigação, a medida foi adotada por uma questão de transparência e controle interno, uma vez que o homem integra os quadros da corporação. Os investigadores ressaltam, porém, que a situação não foi tratada como flagrante e que, até o momento, não há acusação formal ou indícios suficientes que justifiquem sua prisão. A Corregedoria deverá apurar as circunstâncias da presença do policial no imóvel e verificar se existe alguma relação entre ele e os investigados no caso. O proprietário do endereço, Lourival de França Monário, não foi localizado durante o cumprimento dos mandados. Considerado um dos principais investigados da operação, ele é apontado pelo Ministério Público como peça-chave na suposta utilização da Transunião para movimentação e ocultação de recursos atribuídos ao PCC. Investigadores trabalham com a hipótese de que o empresário esteja fora do Brasil. A Operação Última Parada é um desdobramento da Operação Fim de Linha, iniciada em 2024 para investigar a infiltração do PCC em empresas do sistema de transporte coletivo da capital paulista. Nesta quinta-feira, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 103 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 197 milhões em bens e valores dos investigados. Além do vereador paulistano Senival Moura (PT), preso durante a ofensiva, a investigação tem como foco dirigentes da Transunião e pessoas apontadas como integrantes ou colaboradores da facção criminosa. Durante as buscas, policiais apreenderam drogas, quatro fuzis, dinheiro em espécie e equipamentos utilizados para o preparo e embalagem de entorpecentes, reforçando, segundo os investigadores, as conexões entre o esquema financeiro investigado e outras atividades atribuídas à organização criminosa.