Três coronéis da Polícia Militar de São Paulo foram citados nos relatórios da Promotoria que embasaram a Operação Janus, deflagrada nesta terça-feira (21) e que mira um grupo suspeito de movimentar valores ilícitos em favor do PCC (Primeiro Comando da Capital) e que também teria participação nos chamados tribunais do crime.

Segundo a decisão judicial que autorizou 18 prisões e operações de busca e apreensão, a investigação aponta que alguns integrantes do núcleo suspeito de lavar dinheiro do crime "demonstraram possuir influência sobre policiais civis e militares".

Os policiais citados não foram alvo de busca e apreensão nem de mandados de prisão, já que o inquérito se concentra nos suspeitos de crimes financeiros.

Entre os militares citados está o coronel José Augusto Coutinho, que foi comandante-geral da PM paulista até abril deste ano e agora está na reserva. São mencionados também o coronel Luiz Carlos Pereira Martins, relacionado ao grupo de WhatsApp —também na reseva, desde 2019—, e um coronel identificado apenas como Patrício.

A defesa de Coutinho afirmou que não teve acesso à investigação e disse também que "sem prejuízo da análise dos elementos da investigação, a defesa reafirma a integridade e a correção com que o coronel Coutinho sempre exerceu suas funções" e que "está certa de que, no curso do procedimento, será demonstrada a inexistência de qualquer envolvimento de sua parte".