O Ministério Público de São Paulo realiza, nesta terça-feira 21, uma operação que mira uma organização financeira clandestina que, segundo investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), atuava como braço logístico do crime organizado, atendendo, inclusive, chefes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ainda de acordo com as investigações, os suspeitos atuavam como prestadores de serviço para dar uma aparência de legalidade aos recursos obtidos pelos criminosos.

Os agentes estão cumprindo 18 mandados de busca e apreensão e 18 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça. Também foi determinado um bloqueio de até 10 milhões em bens e contas ligadas aos operadores e empresas de fachada da estrutura de lavagem de dinheiro.

As investigações identificaram transações volumosas realizadas por um dos investigados Alexandre Salles Brito, conhecido como Buiu. Foi constatado o recebimento de valores ilícitos e a transferência dos recursos por meio de contas de pessoas jurídicas de fachada, com pagamento de comissões aos “doleiros”.

Um dos principais clientes da rede seria o chefe do PCC Leonardo Monteiro Moja, conhecido como Léo do Moja ou Léo do Moinho. Ele contava com os operadores para realizar compras em nome próprio em troca do montante em espécie. Acusado de chefiar o tráfico na Favela do Moinho, no centro de São Paulo, ele foi preso em 2024 na operação Salus et Dignitas.