A empresa brasileira Atlas Critical Minerals, mineradora com ações negociadas na Nasdaq, anuncia nesta terça-feira (21) que das 20 perfurações realizadas até agora em sua campanha inaugural de sondagem diamantada em Minas Gerais, todas encontraram grafite.
Sondagem diamantada é o nome dado a furos de testes, feitos com brocas de diamante, para descobrir o que há embaixo da terra.Segundo a Atlas, um dos intervalos chegou a 33,78 metros de extensão com teor de 7,97% de carbono grafítico. Isso significa que a cada 100 quilos de rochas retiradas nesse trecho, quase oito quilos são carbono em forma de grafite. O número é considerado um alto teor o que, combinado a um intervalo de 34 metros, sinaliza se tratar de um intervalo rico e espesso. Isso aumenta a expectativa sobre o grafite que ainda pode ser extraído.
Os dados se somam a amostragens de superfície com até 19,4% de carbono grafitizado e a testes de purificação que atingiram pureza 5N, classificada como grau nuclear, um padrão considerado alto, ao nível exigido para reatores nucleares.O projeto está localizado em um corredor mineralizado de cerca de 11 quilômetros no Vale do Jequitinhonha, região que concentra iniciativas ligadas a minerais estratégicos para baterias e armazenamento de energia.
















