Exigências para autorização incluem capital mínimo, estruturas gerenciais, normas contábeis e obrigações periódicas perante o BC Foto: Dida Sampaio/Estadão - 03/12/2021A Onda Finance está entre as primeiras empresas do setor de ativos virtuais a protocolar junto ao Banco Central (BC) pedido de autorização para atuar como Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV). A fintech brasileira de infraestrutura financeira, trabalha com pagamentos internacionais, liquidação em stablecoins, serviços de custódia de criptoativos e cartões corporativos internacionais.PUBLICIDADEAo se tornarem instituições do Tipo 3, as SPSAVs passam a estar sujeitas a exigências como capital mínimo, estruturas gerenciais, normas contábeis, obrigações periódicas perante o Banco Central e regras de divulgação de informações.A empresa pretende se enquadrar na categoria Tipo 3 para fins de supervisão prudencial, aproximando-se, em grande medida, das corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários. Com isso, a Onda Finance passará a competir com instituições de maior porte do mercado financeiro, como bancos e corretoras.Brasil é o 5º país em criptoSegundo dados da plataforma de análise blockchain Chainalysis, o Brasil é o 5º país do mundo com maior adoção de criptomoedas e movimentou US$ 318,8 bilhões em criptoativos entre julho de 2024 e junho de 2025, liderando com folga a América Latina em volume de transações e evidenciando a relevância do setor no País.Cerca de 90% desse volume foi realizado por meio de stablecoins, criptoativos projetados para manter estabilidade de preço e geralmente atrelados a moedas tradicionais, especialmente ao dólar.PublicidadeSegundo o CEO da Onda Finance, Nildson Alves, é natural que o mercado se consolide em torno de um número reduzido de SPSAVs, e o objetivo da companhia é integrar esse grupo. “É claro que o setor vai se consolidar com as novas regras. Procuramos nos posicionar como um dos poucos players do mercado a obter as novas licenças e, assim, nos tornar um provedor de serviços para outras empresas de Ativos Virtuais que não irão buscar essas autorizações”, afirma.Exigências são filtroNa avaliação de Diego Perez, vice-presidente e diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto), das cerca de 200 a 250 empresas mapeadas pelo Banco Central (BC), aproximadamente 50 teriam condições de solicitar as licenças após a implementação das exigências de capital mínimo. Desse grupo, ele estima que apenas entre 10 e 15 empresas conseguirão obter as autorizações e permanecer no mercado regulado.Alves diz que a empresa pretende expandir seus negócios por meio de uma fusão com uma Sociedade de Crédito Direto (SCD), sem revelar o nome da potencial parceira. “Podemos ter uma fusão em breve. Estamos mantendo conversas abertas”, diz Alves.Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 20/07/2026, às 15:13A Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.PublicidadePara saber mais sobre a Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.