Desdobramento da Carbono Oculto investiga uso de fintechs e fundos de investimento por empresas de combustíveis para ocultar ganhos ilícitos O Banco Central (BC) negou o pedido de licença da fintech Yaw, que buscava permissão para atuar como instituição de pagamento. Assim, a sociedade não poderá mais prestar serviços de pagamento sujeitos à autorização do regulador. A Yaw esteve envolvida na operação Fluxo Oculto, deflagrada em maio, que é um desdobramento da Carbono Oculto, e investiga o uso de fintechs e fundos de investimento por empresas de combustíveis para ocultar ganhos ilícitos. Na ocasião, a Yaw afirmou que não mantém qualquer vínculo ou ligação com organizações criminosas. “Ao longo de sua trajetória, a Yaw construiu um histórico de atuação íntegra, sem registro de processos criminais ou envolvimento em atos ilícitos por parte da empresa ou de seus sócios.” Procurada sobre a negativa da licença, a fintech ainda não se manifestou. Nas últimas semanas o BC negou os pedidos ou cancelou/arquivou as licenças de diversas fintechs, entre elas 7Trust Finance, Datanomik, Corpag (antiga CorpX), BMB, Recebi Pay, Cronos, NGO Corretora de Câmbio, Money Cloud, entre outras. Em uma das poucas licenças concedidas nos últimos meses, o BC deu autorização para a criação da Niivo Sociedade de Crédito Direto. A sede é no Rio de Janeiro e o capital social de R$ 3 milhões. O controlador é Ricardo Leal Wakim. Sede do Banco Central (BC) em Brasília — Foto: Andressa Anholete/Bloomberg