Pesquisadores da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) identificaram cerca de 450 espécies de animais e algas vivendo sobre bancos de rodolitos (algas calcárias) em Abrolhos, na Bahia, e na costa da ilha da Queimada Grande, em São Paulo.
O artigo com os achados foi publicado online em abril na revista Biological Conservation e saiu na edição impressa deste mês do periódico.
A pesquisa utilizou a técnica de sequenciamento conhecida como metabarcoding, ou DNA ambiental (eDNA). Ela permite a identificação de organismos a partir de fragmentos de material genético presentes em uma amostra do ambiente.
A combinação da análise genética e morfológica (por identificação tradicional dos organismos no laboratório) encontrou mais de 1.800 sequências genéticas nos rodolitos, correspondendo a 450 espécies.
O pesquisador da Unifesp Guilherme Pereira-Filho, coordenador do trabalho, diz que o estudo é o primeiro do mundo a empregar metabarcoding em rodolitos. "Já sabíamos que os bancos de rodolitos eram ambientes muito diversos, mas o metabarcoding mostrou que essa diversidade é muito maior do que as técnicas tradicionais nos mostravam. Em uma amostragem relativamente pequena encontramos uma diversidade que representa cerca de 1% de toda a biodiversidade marinha conhecida."Os rodolitos são algas vermelhas que acumulam carbonato de cálcio ao longo do crescimento, formando estruturas semelhantes a pequenas pedras arredondadas. Esses "nódulos" formam recifes naturais que servem de abrigo, alimento e local de reprodução para diversas espécies de animais marinhos.










