Uma operação conjunta entre o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e a Polícia Federal retirou 69 ararinhas-azuis de um criadouro particular em Curaçá, sertão baiano, e vai transferi-las para um centro na Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco), em Petrolina (PE). O objetivo é evitar que as aves sejam contaminadas pelo circovírus, causador da doença do bico e das penas dos psitacídeos (família de aves que inclui araras, papagaios e periquitos), que já atingiu ao menos 34 aves no local.

Realizada sem aviso prévio durante a manhã desta quarta (27), a ação foi planejada e liderada pelo ICMBio, órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, e teve o apoio do Inema (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, do governo da Bahia) e do Cemafauna (Centro de Conservação e Manejo da Fauna da Caatinga), da Univasf. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão, autorizados pela Justiça Federal em Juazeiro (BA), no Criadouro Ararinha-azul na vizinha fazenda Concórdia.

A transferência ocorre quase seis meses depois de a PF deflagrar, no início de dezembro, uma operação para investigar um surto de circovírus no local. Batizada de Blue Hope (esperança azul), teve agora sua segunda fase.