Fiscalização no aeroporto intercepta redes de neblina e dispositivos proibidos usados na caça ilegal em cargas internacionais Operação Hermes no Galeão — Foto: Divulgação Voltada para o combate de crimes ambientais ligados ao comércio exterior, a Operação Hermes terminou com 190 autos de infração ambiental lavrados e R$ 195 mil em multas aplicadas pelo Ibama. Todo o material irregular foi apreendido no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), onde ocorreu a fiscalização entre os dias 11 e 22 de maio. A ação teve como foco remessas internacionais que entram no país sem autorização. Durante inspeção no terminal de cargas, agentes do Ibama recolheram 190 redes de neblina, também conhecidas como redes de névoa, e cinco armadilhas ilegais do tipo laço, geralmente utilizadas na captura de javalis. As redes são usadas para capturar aves e morcegos e só podem ser empregadas com autorização prévia, inclusive em pesquisas científicas. Sem licença, o uso implica penalidades. Esse tipo de equipamento tem sido utilizado de forma clandestina e indiscriminada, funcionando como armadilhas praticamente invisíveis em áreas de mata e capturando inclusive espécies ameaçadas. Muitos animais acabam morrendo antes de serem recolhidos. Já as armadilhas de laço consistem em cabos de aço com alça deslizante que se apertam quando o animal tenta escapar, o que aumenta o risco de sofrimento e de captura acidental de outras espécies. O uso desse tipo de dispositivo é proibido pela Instrução Normativa IBAMA nº 03/2013, que autoriza apenas armadilhas dos tipos jaula e curral. A legislação brasileira também proíbe a comercialização de instrumentos destinados à caça de animais silvestres, conforme a Lei nº 5.197/1967. Para o IBAMA, o aumento na importação desses equipamentos acende um alerta para o avanço de práticas associadas ao tráfico de fauna e à caça ilegal no país.