Exemplares foram coletados na reserva privada Mashpi-Tayra e comparados a outros a partir de bases de dados mundiais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Um espécime de borboleta-azul-morpho (Morpho menelaus) é exibido entre insetos preservados da reserva particular Mashi-Tayra, próxima a Quito, no Equador — Foto: Rodrigo Buendia / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 17:23 Descobertas 8 mil novas espécies de insetos no Chocó Andino, Equador Cientistas no Equador identificaram geneticamente 8 mil novas espécies de insetos na floresta protegida do Chocó Andino. Usando DNA de exemplares coletados na reserva Mashpi-Tayra, 97% das espécies são únicas. A pesquisa, publicada na revista Scientific Data, é parte de um estudo global sobre artrópodes e pode influenciar políticas de preservação, segundo Diego Inclán, do Instituto Nacional de Biodiversidade. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Cientistas do Equador anunciaram na quinta-feira (23) que identificaram geneticamente 8 mil novas espécies de insetos em uma floresta protegida do Chocó Andino, declarado reserva mundial da biosfera. Os investigadores usaram material genético dos exemplares coletados na reserva privada Mashpi-Tayra, no noroeste de Quito, e o compararam ao de outros insetos que constam em bases de dados científicos mundiais, determinando que esses exemplares correspondem a novas espécies, informou à AFP Diego Inclán, diretor do Instituto Nacional de Biodiversidade do Equador. O estudo foi publicado na revista especializada Scientific Data, do Reino Unido. Das 8 mil variedades, "97% são únicas, não existem em nenhum outro canto do planeta. É uma loucura", comentou o pesquisador. Após seis anos de trabalho, os cientistas se depararam principalmente com espécies não catalogadas de mosca, vespa e borboleta. — Usamos uma tecnologia nova para descrever as espécies por sua pegada genética. Uma diversidade genética é o equivalente à espécie. A única diferença é que não tem nome, tem um código — disse Inclán. Espécimes de insetos preservados, coletados na reserva privada Mashi-Tayra, próximo a Quito; cientistas anunciaram a identificação genética de 8 mil novas espécies de insetos em uma floresta protegida dessa região — Foto: Rodrigo Buendia / AFP A pesquisa faz parte de uma iniciativa do Centro de Genômica da Biodiversidade da Universidade de Guelph, no Canadá. O programa inclui 50 países e estuda como as comunidades de artrópodes mudam ao longo do tempo e frente às mudanças no meio ambiente. — São dados únicos e já são comprovados. Tomara que isto também sirva para definir políticas de preservação nos níveis local e estadual — disse à AFP Mateo Roldán, diretor de pesquisa de Mashpi. Diego Inclán estimou que, à medida que os estudos genéticos das demais amostras coletadas em Mashpi avançarem, o número de insetos reportados pode dobrar. O 'Senhor das baratas' com os insetos 1 de 9 Cientista mostra coleção de baratas, acervo tem mais de 250 mil espécies — Foto: Ted Aljibe / AFP 2 de 9 'Eu também odiava baratas quando criança', afirmou o cientista — Foto: Ted Aljibe / AFP X de 9 Publicidade 9 fotos 3 de 9 Lucanas mantém um inseticida à mão no trabalho para proteger sua coleção — Foto: Ted Aljibe / AFP 4 de 9 As Filipinas, com sua enorme biodiversidade, possuem cerca de 130 espécies conhecidas — Foto: Ted Aljibe / AFP X de 9 Publicidade 5 de 9 Os processos do ecossistema seriam prejudicados se as baratas desaparecessem, alerta o cientista — Foto: Ted Aljibe / AFP 6 de 9 Cientista faz capturas de baratas na escuridão — Foto: Ted Aljibe / AFP X de 9 Publicidade 7 de 9 Cristian Lucanas defende maior estudo e reconhecimento do papel das bartas — Foto: Ted Aljibe / AFP 8 de 9 Entomologista faz capturas de baratas mesmo na escuridão — Foto: Ted Aljibe / AFP X de 9 Publicidade 9 de 9 Cientista escava cuidadosamente a vegetação rasteira para coletar uma barata — Foto: Ted Aljibe / AFP Cientista é o único especialista da Filipinas em baratas e descobridor de 15 espécies