0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Aeroportos brasileiros enfrentam colisões entre aeronaves e animais — Foto: Bloombeg Uma pesquisa inédita do Ministério de Portos e Aeroportos, publicada no The Journal of Wildlife Management, pretende mudar a forma como os aeroportos brasileiros enfrentam colisões entre aeronaves e animais, um dos principais riscos da aviação. O estudo, desenvolvido pela Secretaria Nacional de Aviação Civil em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), usou análise de DNA para identificar espécies envolvidas em colisões que, até então, eram registradas apenas como "fauna não identificada". Foram analisadas 520 amostras coletadas em 42 aeroportos do país. O levantamento revelou 80 espécies envolvidas nesses acidentes — 32 delas nunca haviam aparecido na base brasileira de colisões com fauna. Entre as descobertas estão 17 espécies de aves e 15 de morcegos, grupo que respondeu por cerca de 20% das identificações e que, até agora, tinha participação subestimada nos registros oficiais. A identificação genética permite que cada aeroporto conheça exatamente quais espécies representam risco em seu entorno e adote medidas direcionadas para reduzir as colisões, como manejo das áreas gramadas, controle de atrativos alimentares, gestão de resíduos, monitoramento das áreas operacionais e ações conjuntas com os municípios vizinhos. Os dados chegam em meio à redução dos acidentes com danos às aeronaves. Entre 2011 e 2025, esse tipo de ocorrência caiu 58%, passando de 375 para 185 casos. Ainda assim, o risco de fauna segue entre os maiores desafios da segurança operacional, sobretudo durante as fases de pouso e decolagem, quando se concentra a maior parte das colisões.