PUBLICIDADE Para engenheiro e doutor em Gerenciamento de Riscos da UFRJ, crescimento urbano em torno de aeródromos exige revisão do controle do espaço aéreo e pode ampliar consequências de acidentes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Seis morrem em queda de 2 helicópteros no Recreio; aeronaves colidiram no ar — Foto: Corpo de Bombeiros / Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/06/2026 - 22:34 Acidente de helicópteros no Recreio expõe falhas no controle aéreo urbano A colisão fatal entre dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes destaca a urgência de reavaliar o controle do espaço aéreo em áreas urbanas densamente povoadas. O engenheiro Gerardo Portela, da UFRJ, alerta que o crescimento urbano próximo a aeródromos eleva os riscos para a comunidade. O acidente, que matou seis, expõe a necessidade de uma discussão mais ampla sobre a gestão do tráfego aéreo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A colisão entre dois helicópteros que deixou seis mortos na manhã deste domingo, no Recreio dos Bandeirantes, reacendeu o debate sobre a convivência entre a intensa circulação de aeronaves e o crescimento urbano da Zona Oeste do Rio. Para o engenheiro Gerardo Portela, doutor em Gerenciamento de Riscos e Segurança pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ufrj), o acidente expõe um problema que vai além das circunstâncias específicas da tragédia e envolve a própria ocupação das áreas próximas aos aeródromos. Segundo o especialista, o avanço das cidades sobre regiões originalmente destinadas à operação de aeronaves cria um cenário de risco que precisa ser levado em consideração pelas autoridades. — Temos hoje um problema na aviação brasileira que são aeródromos muito próximos das cidades e praticamente engolfados pelo crescimento do espaço urbano, que invade o espaço de exclusão e as proximidades desses aeroportos — afirma Portela. O acidente ocorreu por volta das 9h, quando duas aeronaves colidiram no ar na região da Avenida das Américas, no Recreio dos Bandeirantes. Um dos helicópteros caiu sobre o pátio de uma concessionária de veículos elétricos, provocando um incêndio que atingiu cerca de 20 carros. A outra aeronave caiu a mais de cem metros de distância. Entre os mortos estão os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac, além dos passageiros Oliver Tree, Lucas Frota, Lucas Vignale e Gaspar Prim Díaz. Para Portela, a região onde ocorreu a colisão concentra um fluxo intenso de aeronaves, especialmente nos fins de semana, quando aumentam os voos turísticos e os deslocamentos para destinos da Costa Verde. — Nessa região onde aconteceu o acidente, as aeronaves, num dia como esse de domingo, fazem passeios, vários tipos de voos de transporte de passageiros para as regiões turísticas próximas e voos panorâmicos. A circulação é muito grande, muito intensa — explica o especialista. Portela ressalta que a investigação conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) deverá buscar esclarecer as causas da colisão. No entanto, ele avalia que a análise não deveria se limitar apenas às aeronaves envolvidas ou às ações dos pilotos. Segundo ele, o episódio também evidencia a necessidade de uma discussão mais ampla sobre a gestão do espaço aéreo em áreas urbanas densamente povoadas: — É preciso uma avaliação mais aprofundada e mais abrangente, porque esse acidente não se limita realmente só a helicópteros, pilotos e aeródromos, mas a toda a comunidade que está ao redor, que fica sob risco. Isso tem que ser considerado na investigação — afirma. Na avaliação do engenheiro, uma das possíveis conclusões desse processo poderá envolver mudanças na forma como o tráfego aéreo é administrado na região. A colisão aconteceu em uma área cercada por condomínios residenciais, centros comerciais e vias de grande circulação. Além das seis mortes, a queda das aeronaves espalhou destroços por diferentes pontos do bairro, incluindo um terreno baldio e áreas próximas a residências.
'Toda a comunidade ao redor fica sob risco', diz especialista sobre colisão de helicópteros no Recreio
Para engenheiro e doutor em Gerenciamento de Riscos da UFRJ, crescimento urbano em torno de aeródromos exige revisão do controle do espaço aéreo e pode ampliar consequências de acidentes















