PUBLICIDADE Para especialista, caso acende sinal de alerta, e investigação deve reconstruir a trajetória das aeronaves dentro do corredor visual. Relatório preliminar sai em 30 dias 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bombeiros atuam no local da queda de um dos helicópteros envolvidos na colisão em pleno voo no Recreio; investigação do Cenipa apurará as causas do acidente. — Foto: Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/06/2026 - 14:02 Colisão de Helicópteros no Rio: Seis Mortos em Acidente Raro A colisão entre dois helicópteros no Recreio, Rio de Janeiro, resultou em seis mortes e é considerada um "acidente raro" em uma rota aérea conhecida por boa visibilidade e constante comunicação entre pilotos. Especialistas destacam que as aeronaves envolvidas eram seguras e estavam em situação regular. A investigação, conduzida pelo CENIPA, buscará entender como ocorreu a colisão em um corredor visual. Um relatório preliminar é esperado em 30 dias. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A colisão entre dois helicópteros que deixou seis mortos neste domingo no Recreio, na Zona Oeste do Rio, chama a atenção de especialistas por acontecer e um corredor aéreo conhecido e sem grandes obstáculos, onde pilotos costumam manter contato constante e ter boa visibilidade. Episódios como o ocorrido na manhã deste domingo são raros no Brasil. O último caso envolvendo colisão de helicópteros que José Luiz Magalhães, especialista em aeronaves pela Força Aérea Brasileira (FAB) e advogado da área de direito aeronáutico, se lembra foi em Belém, no início dos anos 2000, envolvendo duas aeronaves militares. Acidentes desse tipo são incomuns porque o helicóptero tem grande campo de visão e, durante os voos, a comunicação entre aeronaves próximas é constante. Além disso, no episódio deste domingo (14), as aeronaves envolvidas no acidente no Recreio são consideradas extremamente seguras e estavam com situação regular perante a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Por isso, o acidente impressiona, avalia o especialista: — O que assusta nesse caso de hoje é que são rotas muito conhecidas e sem obstáculos — diz Magalhães, ao comparar com voos de helicópteros ao redor do Cristo Redentor, na Lagoa. Lá, os voos exigem coordenação extra entre pilotos de helicóptero, já que as aeronaves sobem e descem ao redor do Cristo Redentor e dos morros, o que pode criar pontos cegos. O que esperar das investigações? Para Magalhães, a colisão destoa do perfil de risco esperado para aquele trecho. Ele diz que esse tipo de impacto poderia ocorrer, por exemplo, em cima de um heliponto, onde uma aeronave está decolando enquanto outra pousa, situação em que um erro de coordenação seria mais compreensível. Não foi o caso. As aeronaves estavam em voo reto e nivelado, sem sinal de emergência e sem tentativa de pouso forçado, lembra ele. — Entrar uma aeronave na rota da outra é algo que levanta estado de alerta. A análise vai ser muito voltada à questão da navegação. O CENIPA vai olhar tudo rigorosamente: as questões médicas, se estavam com a credencial de voo em dia, inspeção de saúde, e verificação dos equipamentos das aeronaves — afirma. Magalhães acredita que os investigadores devem buscar entender como as duas aeronaves passaram a ocupar a mesma área do corredor visual, a faixa aérea que os helicópteros utilizam para se deslocar. É o equivalente, na comparação dele, a uma rodovia: para entrar numa rota, o piloto precisa fazer coordenações prévias e chamar por rádio. Dentro do corredor, há ainda uma série de manobras para evitar o encontro de aeronaves. O especialista lembra que há dois heliportos no Recreio, um no início do bairro e outro no Pontal. Considerando que a delegacia informou que o piloto de uma aeronave estava indo abastecer e o outro estava voltando de Angra dos Reis, é possível que a segunda aeronave estivesse se dirigindo a um dos heliportos do Recreio e a outra estivesse indo abastecer, provavelmente, no Aeroporto de Jacarepaguá. — Como a gente teve uma colisão no ar, a curva de risco para alcançar uma falha humana é muito relevante. E isso vai ser analisado a partir do plano de voo. Os indícios apontam para uma falha humana, mas são indícios — frisa Magalhães. — Não sabemos se o helicóptero travou algum sistema, o piloto comandou pra fazer a curva e algum equipamento danificado não permitiu que ele fizesse. São casos e casos. As investigações vão identificar isso. O relatório preliminar do CENIPA, com as informações colhidas no local, deve sair em cerca de 30 dias. O final pode levar mais tempo, variando de seis a dois anos, dependendo do caso.
Colisão entre helicópteros no Rio é 'acidente raro' em rota conhecida; o que se sabe até agora e o que esperar da investigação
Para especialista, caso acende sinal de alerta, e investigação deve reconstruir a trajetória das aeronaves dentro do corredor visual. Relatório preliminar sai em 30 dias
Collisione tra due helicópteros no Recreio, Rio causou 6 mortes em rota conhecida de boa visibilidade; ambas aeronaves estavam seguras e regulares conforme ANAC. Investigação do CENIPA indicará falha humana na navegação do corredor visual; relatório preliminar em 30 dias.
















