Helicóptero que entrou explodiu no Recreio vinha de Angra dos Reis com cinco pessoas. Segunda aeronave envolvida decolou de Jacarepaguá tripulada apenas pelo comandante 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O helicóptero, de matrícula PR-DJJ, que se acidentou neste domingo no Rio — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/06/2026 - 12:30 Colisão de Helicópteros na Zona Oeste do Rio Deixa Seis Mortos Um choque aéreo fatal entre dois helicópteros na Zona Oeste do Rio, operando sob Regras de Voo Visual, levanta questões sobre o monitoramento do tráfego aéreo. As aeronaves, um Eurocopter AS350 B2 e um Bell 206B, colidiram e caíram, causando seis mortes. Investigadores da aviação civil foram acionados para apurar as causas. As identidades das vítimas ainda não foram confirmadas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um choque fatal nos céus da Zona Oeste do Rio de Janeiro na manhã deste domingo (14) levanta questões sobre a dinâmica de monitoramento do tráfego aéreo na capital fluminense. Os dois helicópteros que bateram no ar e despencaram sobre um lote comercial no Recreio dos Bandeirantes, matando seis pessoas, navegavam baseados na observação externa de seus comandantes. Contudo, devido às estritas normas do espaço aéreo carioca, ambos os equipamentos deveriam estar emitindo sinais contínuos de localização para os controladores de voo em terra. Para compreender como duas aeronaves regulares colidem em uma manhã de domingo, é preciso diferenciar as regras de navegação dos sistemas de identificação. Especialistas em aviação apontam que os modelos envolvidos na tragédia operavam prioritariamente sob Regras de Voo Visual (conhecidas pela sigla VFR). Nesse regime, a responsabilidade primária de manter uma distância segura e impedir choques é dos próprios pilotos, fundamentada no princípio básico do "ver e evitar". No entanto, voar visualmente não significa voar às cegas para os órgãos de controle. O espaço aéreo do Rio de Janeiro compõe uma das áreas terminais (TMA-RJ) mais congestionadas do país. Para transitar por essa região — seja partindo da Costa Verde ou da própria Zona Sudoeste —, o uso de um transponder ativo é obrigatório. Esse equipamento transmite ininterruptamente a posição exata e a altitude da máquina para as telas de radar do Controle de Tráfego Aéreo (ATC). O helicóptero, de matrícula PR-DJJ, que se acidentou neste domingo no Rio — Foto: Jetphotos/Lucas Lima A investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) deverá focar, entre outros pontos, na comunicação via rádio. O controle orienta e emite alertas de tráfego, mas em helicópteros monoturbina de pequeno porte, a instalação do sistema anticolisão de cabine (TCAS) — que apita e sugere desvios automáticos — não é exigida por lei. Sem esse recurso tecnológico a bordo, a segurança dependia inteiramente do contato visual mútuo e dos avisos na frequência de rádio.. Com o impacto da máquina que ia para a Costa Verde fluminense, as chamas rapidamente se alastraram pelas baterias dos automóveis estacionados no local, gerando uma série de detonações secundárias e uma densa nuvem de fumaça preta visível a quilômetros de distância. O outro aparelho caiu no mesmo lote, mas não entrou em combustão. A violência do choque aéreo espalhou pedaços das fuselagens por um raio de mais de 100 metros. A seção da cauda de um dos vetores, por exemplo, foi arremessada até o terraço de um edifício residencial vizinho. Até a última atualização desta reportagem, as identidades das vítimas fatais não haviam sido confirmadas pelas autoridades. Perfis das aeronaves O modelo que se incendiou é um Eurocopter AS350 B2 (atualmente designado como Airbus H125), popularmente conhecido como Esquilo. De matrícula PR-DJJ e fabricado em 2012, o veículo tem capacidade máxima para um piloto e cinco passageiros, mas viajava com um assento vago. O registro de propriedade está em nome do empresário Maurício da Cunha e Silva Espíndola Dias desde 2021. Ainda não há confirmação se o titular estava a bordo. Imagem da GloboNews — Foto: Reprodução TV Já a aeronave que viajava apenas com o tripulante é um Bell 206B Jet Ranger, prefixo PP-MAC. Produzido em 1999 pela fabricante norte-americana, o helicóptero tem espaço para até cinco pessoas. O bem foi adquirido recentemente, em outubro de 2024, pela empresa Turfik Comércio de Frutas Ltda. Os dois equipamentos possuíam certificados de aeronavegabilidade ativos e regulares junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Investigadores da aviação civil já foram deslocados para a cena do acidente para iniciar a perícia, coletar dados e determinar os fatores que causaram a perda de separação entre os voos. O GLOBO procurou a Turfik e o empresário que são donos dos helicópteros, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Nota do Cenipa “A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), informa que, neste domingo (14), investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 3), com sede no Rio de Janeiro (RJ), foram acionados para realizar a ação inicial da ocorrência envolvendo duas aeronaves, de matrículas PP-MAC e PR-DJJ, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro (RJ). Durante a ação inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação.”