O helicóptero PR-DJJ, envolvido na colisão aérea que deixou seis pessoas mortas neste domingo (14) no Rio de Janeiro, é objeto de um modelo de prestação de serviço com a prefeitura carioca considerado irregular pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Informações obtidas pela Folha mostram que, embora estivesse registrada para uso privado, a aeronave fazia parte de acordo com a prefeitura do Rio que previa um tipo de permuta, com a oferta periódica de horas de voo ao município, em troca do direito de utilizar o heliponto da Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul da cidade.

O helicóptero, que neste domingo era ocupado pelo piloto Charles Marsillac —morto na queda—, era um modelo AS 350 B2, de 2012, segundo dados da Anac.

Documentos obtidos pela reportagem mostram que o proprietário da aeronave, Maurício da Cunha e Silva Espíndola Dias, assinou, em abril de 2025, um termo de compromisso com o Centro de Operações e Resiliência da prefeitura do Rio.

No acordo, o empresário oferece uma hora de voo ao município a cada 24 pousos realizados por seu helicóptero na área de pouso municipal ou a cada 60 dias, o que ocorrer primeiro.A Folha entrou em contato por telefone com Maurício da Cunha e Silva Espíndola Dias por volta das 19h30 deste domingo (14), mas ele não quis se manifestar sobre o assunto. A reportagem também questionou a prefeitura por telefone e por email às 19h45, mas não houve posicionamento até a publicação deste texto.