A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) afirmou nesta terça-feira (15) que vai analisar cada contrato de prestação de serviços de helicópteros firmado entre operadores e a Prefeitura do Rio de Janeiro.

A decisão ocorre após reportagem da Folha revelar que o helicóptero PR-DJJ, envolvido na colisão aérea que deixou seis pessoas mortas neste domingo (14) no Rio, é objeto de um modelo de prestação de serviço com a prefeitura carioca considerado irregular pela agência reguladora.Embora estivesse registrada para uso privado, a aeronave tinha um acordo com a prefeitura que previa um tipo de permuta, com a oferta periódica de horas de voo ao município, em troca do direito de utilizar o heliponto da lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul da cidade.

"A Anac e a Prefeitura do Rio de Janeiro estão em contato e vão analisar os termos do contrato parte a parte, com o compromisso de realizar ajustes necessários, se houver, de modo a manter a conformidade com os regulamentos da aviação civil brasileira", declarou a agência, por meio de nota.

A Anac afirmou, ainda, que está avaliando demais contratos firmados entre a gestão municipal e operadores de voos da aviação geral, em relação ao uso do heliponto próximo à lagoa Rodrigo de Freitas. "A Anac reitera que o heliponto está em situação regular, para fins estruturais", declarou.