Agência recebeu denúncia de que empresa estava realizando táxi aéreo clandestino e com diário de bordo com lançamento inconsistente de horas totais voadas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bombeiros atuando no local da queda de um dos helicópteros envolvidos na colisão em pleno voo no Recreio; investigação do Cenipa apurará as causas do acidente. — Foto: Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/06/2026 - 12:45 Operador de helicóptero multado por recusar documentos à Anac após acidente fatal no Rio A Anac multou o operador de um dos helicópteros envolvidos na colisão que matou seis pessoas no Rio por recusar fornecer documentos à fiscalização. A denúncia apontava táxi aéreo clandestino e inconsistências no diário de bordo. A aeronave, um Bell 206B, foi adquirida pela Turfik Comércio de Frutas. Ambas aeronaves tinham certificados regulares. A investigação busca determinar a causa do acidente. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma das aeronaves envolvidas na colisão que deixou seis mortos na manhã de domingo, no Recreio dos Bandeirantes, foi alvo de uma infração da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por “recusa de exibição de livros, documentos contábeis, informações ou estatísticas aos agentes da fiscalização”. De acordo com documentos da agência, o auto de infração foi emitido no ano passado durante a apuração de uma denúncia anônima de que o helicóptero estaria realizando serviço de táxi aéreo clandestino. Durante o processo de investigação, a empresa responsável pela aeronave não cumpriu o prazo estabelecido em intimação para encaminhar os documentos solicitados pela Anac. Na denúncia recebida pela Anac no ano passado, foi afirmado que a aeronave PP-MAC estaria realizando serviço de táxi aéreo clandestino no Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio. De acordo com o documento, a aeronave operava com “manutenção vencida e diário de bordo com lançamento inconsistente de horas totais voadas”. Colisão entre helicópteros no RJ deixa seis mortos; veja fotos 1 de 16 Helicóptero caiu em cima de carros — Foto: Reprodução Globonews 2 de 16 Seis morrem em queda de dois helicópteros no Recreio; aeronaves colidiram no ar — Foto: Reprodução/TV Globo X de 16 Publicidade 16 fotos 3 de 16 Bombeiros mexem em destroços após queda de 2 helicópteros no Recreio — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros 4 de 16 Bombeiros retiram corpos após queda de 2 helicópteros no Recreio; aeronaves colidiram no ar O Corpo de Bombeiros foi acionado às 8h59 para a ocorrência, no quarteirão da Avenida das Américas com as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros X de 16 Publicidade 5 de 16 Estacionamento de concessionária no RJ sofre incêndio após queda de helicópteros — Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo 6 de 16 Parentes de Lucas Vignale, uma das seis vítimas do acidente aéreo, vão ao IML para liberar corpo — Foto: Joziane Barbosa / O Globo X de 16 Publicidade 7 de 16 Familiares choram após helicópteros colidirem; seis pessoas morreram — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo 8 de 16 Destroços de helicóptero caíram próximo ao acidente, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo X de 16 Publicidade 9 de 16 Corpo de Bombeiros foi acionado às 8h59 para a ocorrência — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo 10 de 16 O cantor Oliver Tree, morto em acidente aéreo, faria 33 anos este mês — Foto: Reprodução X de 16 Publicidade 11 de 16 Vítima de acidente aéreo, Gaspi tinha 23 anos e mais de dois milhões de seguidores em seu canal no Youtube — Foto: Reprodução 12 de 16 Lucas Vignale, cineasta argentino morto no acidente de helicópteros no Recreio, postou vídeo no Cristo Redentor — Foto: Reprodução / Instagram X de 16 Publicidade 13 de 16 Pilotos dos helicópteros: À esquerda, o Charles. À direita, Alexandre. Os dois pilotos morreram em uma colisão na altura do Recreio — Foto: Reprodução 14 de 16 O DJ Lucas Frota, uma das seis vítimas do acidente aéreo— Foto: Reprodução X de 16 Publicidade 15 de 16 Helicóptero com seis tripulantes colide com outra aeronave e cai em pátio de carros — Foto: Tercio TEIXEIRA / AFP 16 de 16 Colisão entre dois helicópteros deixa seis mortos — Foto: Genilson Araújo / TV Globo X de 16 Publicidade Acidente ocorreu no bairro do Recreio Os documentos da Anac mostram que a agência solicitou à empresa responsável pela aeronave documentos que pudessem comprovar ou afastar as irregularidades apontadas na denúncia, mas não recebeu resposta dentro do prazo estabelecido. Em razão disso, a agência optou por emitir um auto de infração pela ausência das informações requisitadas. Cantor americano, DJ carioca e dois argentinos em ascensão: Quem eram os passageiros mortos na tragédia aérea do Recreio Além disso, ao concluir a apuração, a Anac recomendou que a aeronave e o Aeroporto de Jacarepaguá (SBJR) fossem incluídos no plano de fiscalização in loco, para que as denúncias pudessem ser verificadas presencialmente. No momento do acidente, a aeronave, que era um Bell 206B Jet Ranger, prefixo PP-MAC, estava com o piloto e outros quatro passageiros. Produzido em 1999 pela fabricante norte-americana, o helicóptero tem espaço para até cinco pessoas. O bem foi adquirido recentemente, em outubro de 2024, pela empresa Turfik Comércio de Frutas Ltda. Suspeita de táxi clandestino O modelo que se incendiou no acidente é um Eurocopter AS350 B2 — atualmente designado como Airbus H125 —, popularmente conhecido como Esquilo. De matrícula PR-DJJ e fabricado em 2012, o helicóptero tem capacidade para um piloto e cinco passageiros. No momento do acidente, apenas o piloto estava a bordo. A aeronave, no entanto, já havia entrado no radar da Anac sob suspeita de realizar serviço de táxi aéreo clandestino. Durante uma fiscalização realizada em fevereiro deste ano, a Anac registrou que a aeronave já havia sido apontada com suspeita de prática de transporte aéreo clandestino (TACA) durante uma ação da Operação Voe Seguro no Heliporto da Lagoa, no dia 20 daquele mês. Segundo o relatório, a suspeita teve origem na movimentação observada no aeródromo nos dias 13, 15, 18 e 19 de fevereiro. Diante dos indícios identificados, a agência recomendou o monitoramento da aeronave. O registro de propriedade está em nome do empresário Maurício da Cunha e Silva Espíndola Dias desde 2021. Os dois equipamentos possuíam certificados de aeronavegabilidade ativos e regulares junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Investigadores da aviação civil já foram deslocados para a cena do acidente para iniciar a perícia, coletar dados e determinar os fatores que causaram a perda de separação entre os voos. O GLOBO procurou a Turfik e o empresário que são donos dos helicópteros, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O que é táxi aéreo clandestino? O transporte aéreo clandestino (TACA) é a prestação de serviço remunerado de transporte de passageiros sem a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Pela regulamentação brasileira, aeronaves e pilotos só podem realizar esse serviço mediante certificação e autorização específicas concedidas pela agência. De janeiro de 2024 a novembro de 2025, a Anac realizou 884 fiscalizações na aviação geral. Dessas ações, 65 resultaram na identificação de indícios de transporte aéreo clandestino. Segundo a Anac, existem no país 146 empresas certificadas para o serviço de táxi-aéreo. Com o serviço Voe Seguro é possível consultar rapidamente o registro de aeronaves, operadores e certificados válidos.
Choque de helicópteros: Anac emitiu multa para operador de uma das aeronaves por recusa de informações à fiscalização
Agência recebeu denúncia de que empresa estava realizando táxi aéreo clandestino e com diário de bordo com lançamento inconsistente de horas totais voadas















