O valor recorde de emendas pagas em 2026 levou prefeituras pelo país a receberem cerca de 20% a mais dessas verbas, que são indicadas por deputados e senadores, em comparação com o ano eleitoral de 2022.
Até o começo de julho, R$ 26,55 bilhões foram transferidos aos municípios, enquanto há quatro anos, a cifra alcançou R$ 22,17 bilhões no mesmo período.
A verba que vai turbinar os caixas das cidades equivale a 77,6% dos R$ 34,2 bilhões distribuídos em emendas de congressistas neste ano. O valor foi impulsionado pela decisão do Congresso de obrigar o governo Lula (PT) a quitar parte das emendas impositivas antes do período de restrição eleitoral, que cria obstáculos para escoar os recursos.
Os pagamentos representam um trunfo para deputados e senadores criarem alianças políticas locais no ano eleitoral, pois têm o poder de alterar o cenário das contas públicas municipais.
Em Calçoene, Pracuúba e Ferreira Gomes, todos municípios do Amapá, por exemplo, as emendas representam mais de 80% do repasse federal aos fundos de saúde.













