Após desembolsar um volume recorde de emendas às vésperas da eleição e sob pressão do Congresso, o presidente Lula (PT) planeja aumentar as críticas na campanha ao poder dos parlamentares com essas verbas e deve incluir em seu programa de governo a proposta de revisão desse modelo.
O mecanismo, que permite a deputados e senadores enviarem dinheiro para suas bases eleitorais, foi alvo nos últimos anos de uma ofensiva do petista, que chegou a vetar dispositivos que ampliavam o poder do Legislativo e a falar em "erro histórico" e "sequestro" do Orçamento, por retirar do Executivo a prerrogativa sobre esse dinheiro.
Depois de o Congresso ampliar a fatia dessas verbas, o governo pagou quase R$ 32,5 bilhões em emendas de janeiro a junho de 2026, um salto de mais de 30% se comparado aos R$ 24,5 bilhões liberados no mesmo período em 2022, no auge desses recursos.
Dispositivo incluído pelo Congresso na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2026, o "calendário de emendas" obriga o Executivo a pagar 65% dessas verbas parlamentares obrigatórias até o fim do primeiro semestre.
Durante o periodo de defeso eleitoral, nos três meses anteriores ao pleito, o governo só pode realizar pagamentos de emendas para obras em andamento e cujos valores ja estejam empenhados, além de casos de emergência.









