Presidente anuncia iniciativas na educação, saúde e habitação em diferentes estados 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante evento — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 12:50 Lula acelera anúncios em educação, saúde e habitação antes de restrições eleitorais Na véspera das restrições eleitorais, o presidente Lula intensifica anúncios em educação, saúde e habitação. Em evento no Planalto, são entregues novas instalações de institutos federais, moradias do Minha Casa, Minha Vida e equipamentos de saúde, com ministros participando remotamente de diferentes estados. A cerimônia encerra uma semana de atividades antes das limitações impostas pela lei eleitoral. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realiza nesta sexta-feira uma cerimônia no Palácio do Planalto para acompanhar entregas simultâneas nas áreas de educação, saúde e habitação em diferentes estados do país. O evento encerra uma semana de agendas intensificadas do petista às vésperas do início das restrições do calendário eleitoral, que passam a valer neste sábado, quando faltam três meses para o primeiro turno das eleições de outubro. As cerimônias que aconteciam pelo país eram exibidas num telão, e os participantes interagiam com Lula. O governo deu espaço a aliados como a deputada Marina Silva, que vai concorrer ao Senado em São Paulo; o ex-prefeito do Recife João Campos, que vai concorrer a governador em Pernambuco; o ex-ministro Márcio Macêdo, pré-candidato a deputado federal em Sergipe. O ex-presidente da Câmara Arthur Lira, pré-candidato ao Senado em Alagoas, participou do ato no estado. — A nossa obrigação é fazer as coisas e agora eu acho que é importante. Eu fico triste porque vocês nunca conseguiram receber uma casa verde e amarela que ofereceram para vocês. Em uma campanha política você pode mentir, mas governar é a arte de fazer ou não fazer, entregar ou não governar. Você é medido pelo que você faz — disse Lula. O petista já tem definido a maior parte dos palanques estaduais para as eleições de outubro. Em São Paulo, além de Marina, será candidata ao Senado a ex-ministra Simone Tebet. A chapa ao Palácio dos Bandeirantes será capitaneada por Fernando Haddad, que terá como vice Márcio França. Já em Pernambuco, Lula apoiará João Campos. Aliados do presidente, no entanto, não descartam gestos a atual governadora, Raquel Lyra (PSD), que tem demonstrado que poderá apoiar o petista na disputa. A avaliação é que, diante de uma eleição que deverá ser acirrada, Lula não pode prescindir de apoios. Em Alagoas, Lula estará em palanque oposto ao de Lira, já que apoia Renan Filho, ex-ministro dos Transportes, para o comando do estado. Na chapa de Renan, estará o senador Renan Calheiros, que busca a reeleição, e é adversário político de Lira no estado. Isso não significa, no entanto, que o petista vê em Lira um inimigo político. Os dois se aproximaram quando o deputado esteve à frente da Câmara nos dois primeiros anos desse terceiro mandato, e mantém boa relação desde então. Nas últimas semanas antes do prazo, Lula acelerou o ritmo de viagens e anúncios do governo. A agenda desta sexta reúne inaugurações de novos campi de institutos federais, entregas de moradias do Minha Casa, Minha Vida e equipamentos para a rede pública de saúde, com participações por vídeo de ministros e autoridades em municípios de sete estados. A cerimônia fecha uma sequência de compromissos que incluiu o lançamento do programa Desenrola para adimplentes, os anúncios do Plano Safra 2026/27 para a agricultura empresarial e familiar e viagens à Bahia, ao Rio Grande do Norte e ao Ceará para inauguração de obras e entrega de equipamentos públicos. A passagem pelo Nordeste, porém, também foi marcada por um contratempo. Na quinta-feira, em Luís Gomes (RN), Lula inaugurou o Túnel Major Sales, no ramal do Apodi da transposição do Rio São Francisco, antes de a água chegar ao local da cerimônia. O presidente afirmou que esperava acompanhar a entrada da água no túnel e atribuiu o episódio a um "erro de cálculo". O Palácio do Planalto informou posteriormente que não houve falha na estrutura e que a água ainda percorria o sistema de canais da transposição no momento da inauguração. A legislação eleitoral proíbe, nos três meses que antecedem o primeiro turno, a participação de candidatos em inaugurações de obras públicas e restringe a realização de atos que possam ser interpretados como promoção institucional de agentes públicos em disputa eleitoral. Nesse contexto, a cerimônia desta sexta representa o último grande evento de entregas do governo antes do início do chamado defeso eleitoral.