Deputados estaduais e vereadores de capitais carimbaram R$ 15,4 bilhões dos orçamentos desses entes para emendas parlamentares em 2026, ano eleitoral, segundo levantamento feito pela Folha.
Desse valor, R$ 13,46 bilhões serão distribuídos por meio de emendas de deputados estaduais, um crescimento nominal de 13,1% em relação aos R$ 11,9 bilhões indicados no ano passado. O valor restante (R$ 1,98 bilhão) será destinado pelos vereadores das capitais.
As emendas dão aos parlamentares controle direto sobre uma fatia do orçamento público. Na União, essa parcela já soma R$ 50 bilhões. O instrumento permite direcionar recursos a obras locais, projetos ou entidades específicas, em repasses nem sempre transparentes e que às vezes se tornam alvo de investigação por suspeita de desvio.
O mapeamento mostra que a prática é disseminada e consolidada, e as inovações na esfera federal são rapidamente reproduzidas em âmbito regional.
Após 20 estados incorporarem as chamadas "emendas Pix", que asseguram aporte direto de recursos nos cofres municipais e estão sujeitas a menor controle e transparência, o calendário para pagamento das emendas segue tendência similar. A medida é considerada estratégica pelos parlamentares para acelerar a liberação da verba sem esbarrar em restrições eleitorais.











