Jack Warner é acusado pela Justiça americana de fraude, lavagem de dinheiro e corrupção no escândalo conhecido como Fifagate 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ex-vice-presidente da Fifa Jack Warner conversa com jornalistas em frente ao Palácio da Justiça, em Porto de Espanha, Trinidad e Tobago, em 4 de dezembro de 2015, após a audiência de sua ação judicial para evitar a extradição para os Estados Unidos. — Foto: ALVA VIARRUEL / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/07/2026 - 16:30 Justiça de Trinidad e Tobago impede extradição de Jack Warner aos EUA A Justiça de Trinidad e Tobago bloqueou a extradição de Jack Warner, ex-vice-presidente da Fifa, para os EUA, onde enfrenta acusações de fraude e corrupção no escândalo Fifagate. A decisão final, proferida pela juíza Karen Reid, citou falta de transparência estatal, mantendo a liberdade de Warner e obrigando o Estado a arcar com os custos judiciais. Warner é acusado de receber propinas milionárias durante sua gestão na Fifa. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Justiça de Trinidad e Tobago bloqueou definitivamente o pedido de extradição para os Estados Unidos de Jack Warner, ex-vice-presidente da Fifa acusado de corrupção pelas autoridades americanas. A decisão, divulgada nesta sexta-feira, encerra uma longa batalha judicial iniciada em 2015, quando Warner foi envolvido no Fifagate, escândalo de corrupção que atingiu a cúpula da entidade máxima do futebol mundial. A Justiça dos Estados Unidos acusa o ex-dirigente trinitário de 29 crimes relacionados a fraude, lavagem de dinheiro e corrupção. Na decisão, a juíza Karen Reid, da Suprema Corte de Trinidad e Tobago, afirmou que o Estado cometeu uma grave violação de seu “dever de transparência” ao levar os tribunais a acreditar que existia um “acordo especial” de extradição com os Estados Unidos. Segundo a magistrada, mesmo depois de o erro ter sido identificado, a informação não foi corrigida no processo, o que permitiu que a ação de extradição continuasse de forma irregular. A sentença concluiu que a manutenção do processo representou uma violação do direito de Warner à liberdade e determinou que o Estado arque com os custos judiciais do ex-dirigente. O valor de uma eventual indenização será discutido em audiência marcada para 30 de setembro. Warner, que também integrou o Comitê Executivo da Fifa, votou a favor da escolha de Rússia e Catar como sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, respectivamente. As autoridades americanas o acusam de receber milhões de dólares em propina durante o período em que atuou como dirigente da Fifa. Entre os pagamentos investigados está uma transferência de US$ 10 milhões atribuída à África do Sul, que conquistou o direito de sediar a Copa do Mundo de 2010. Trinidad e Tobago, pequeno país caribenho localizado ao norte da Venezuela, disputou uma Copa do Mundo pela primeira e única vez em 2006, quando Warner presidia a federação de futebol do país. O ex-dirigente também exerceu os cargos de ministro e parlamentar em Trinidad e Tobago.