Pedido reforça denúncia apresentada por organização de direitos humanos, que acusa presidente da Fifa de usar a entidade em favor de Donald Trump 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente dos EUA, Donald Trump, cumprimenta o presidente da Fifa, Gianni Infantino, ao receber o recém-criado Prêmio da Paz da entidade — Foto: ANDREW HARNIK/Getty Images/AFP/05-12-2025 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 09:30 Eurodeputados pedem investigação sobre "Prêmio da Paz da Fifa" para Trump Um grupo de 50 eurodeputados solicitou uma investigação à Comissão de Ética da Fifa sobre o "Prêmio da Paz da Fifa" concedido a Donald Trump, alegando possível violação de neutralidade política por Gianni Infantino. A denúncia, apoiada pela ONG FairSquare, critica a falta de transparência nos critérios do prêmio. A Fifa enfrenta pressão para demonstrar compromisso com a neutralidade e ainda não respondeu formalmente às críticas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Fifa voltou a ser alvo de pressão política na Europa. Um grupo de 50 eurodeputados pediu que a Comissão de Ética da entidade investigue a concessão de um inédito "Prêmio da Paz da Fifa" ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entregue por Gianni Infantino em novembro de 2025. O pedido reforça uma denúncia apresentada em dezembro pela organização britânica de direitos humanos FairSquare, que acusa Infantino de violar o dever de neutralidade previsto no artigo 15 do Código de Ética da Fifa. Segundo a ONG, o presidente da entidade teria utilizado a instituição para favorecer politicamente Trump ao criar uma premiação inédita cujos critérios, justificativas e processo de escolha nunca foram esclarecidos pela Fifa. Em carta enviada nesta semana, os 50 parlamentares — representantes de 13 países europeus e ligados principalmente a partidos social-democratas, liberais e verdes — pedem que a Comissão de Ética conduza a investigação "com rapidez e transparência". No documento, os eurodeputados afirmam que o momento é oportuno para que a Fifa demonstre compromisso com a neutralidade política. — Enquanto os olhos do mundo estão voltados para a Fifa durante a Copa do Mundo de 2026, esta representa uma oportunidade para a entidade demonstrar seu compromisso com a neutralidade política, a transparência e a responsabilidade — diz a carta. A FairSquare classificou a iniciativa como a maior mobilização de políticos europeus contra a governança da Fifa desde 2015, quando o Parlamento Europeu pediu a renúncia de Sepp Blatter, então presidente da entidade. A organização também lembra que, antes da entrega do prêmio, Infantino já havia defendido publicamente que Donald Trump recebesse o Nobel da Paz e fez declarações favoráveis a políticas do presidente norte-americano. Para a ONG, esse comportamento compromete a imagem da entidade. — Ao apoiar claramente a agenda política do presidente Trump, tanto no cenário interno quanto internacional, essa postura ameaça a integridade e a reputação do futebol e da própria Fifa — argumenta a FairSquare. Em junho, a Federação Norueguesa de Futebol tornou-se a primeira — e até agora única — das 211 associações filiadas à Fifa a apoiar oficialmente o pedido de investigação. Procurada pela agência AFP, a Fifa não comentou a carta enviada pelos eurodeputados. A entidade também ainda não respondeu formalmente à denúncia apresentada pela FairSquare nem às críticas relacionadas à criação do "Prêmio da Paz".