Cinquenta eurodeputados apoiaram uma petição organizada por uma ONG (organização não governamental) para exigir que a Fifa investigue a atribuição, por Gianni Infantino, presidente da entidade, de um "Prêmio da Paz" a Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

A ONG britânica FairSquare, de defesa dos direitos humanos, acusa o chefe do futebol mundial de ter violado seu "dever de neutralidade" imposto pelo artigo 15 do código de ética da instituição, para agir a favor de Trump.

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A ONG pede em particular à comissão de ética que "examine as circunstâncias" que cercam a atribuição em novembro de 2025 ao presidente americano de um "prêmio FIFA da paz" inédito, cujos critérios e modalidades nunca foram esclarecidos pela instituição do futebol.

"Esta carta constitui a intervenção mais significativa de autoridades políticas europeias contra o abuso de governança e as violações às regras no topo do futebol mundial desde que o Parlamento Europeu pediu em 2015 a renúncia de Sepp Blatter, antecessor de Infantino", escreveu a FairSquare na sexta-feira.