Grupo de 50 parlamentares afirma que presidente da Fifa pode ter violado regra de neutralidade política da entidade ao criar e conceder o Prêmio da Paz ao presidente dos EUA 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente dos EUA, Donald Trump, cumprimenta o presidente da Fifa, Gianni Infantino, ao receber o recém-criado Prêmio da Paz da entidade — Foto: ANDREW HARNIK/Getty Images/AFP/05-12-2025 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 07:00 Parlamentares da UE pedem investigação de Infantino por prêmio a Trump Cinquenta parlamentares da UE solicitaram uma investigação contra Gianni Infantino, presidente da Fifa, por possível violação de neutralidade política ao criar o Prêmio da Paz da Fifa e entregá-lo a Donald Trump. A FairSquare, uma organização de direitos humanos, questiona a falta de transparência na decisão. Parlamentares insistem que a Fifa deve reafirmar seu compromisso com a neutralidade e a transparência. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A pressão sobre o presidente da Fifa, Gianni Infantino, ganhou um novo capítulo durante a Copa do Mundo de 2026. Cinquenta membros do Parlamento Europeu pediram que o comitê de ética da entidade investigue a atuação do dirigente por uma suposta violação das regras de neutralidade política após a criação e a entrega do primeiro Prêmio da Paz da Fifa ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A iniciativa foi formalizada em uma carta obtida pelo Politico. No documento, os parlamentares manifestam apoio a uma denúncia apresentada pela organização de direitos humanos FairSquare, que pede a apuração da decisão de criar o prêmio anual e concedê-lo a Trump em dezembro de 2025. Os signatários argumentam que as declarações públicas de Infantino em favor do presidente americano e a própria premiação podem contrariar o estatuto da Fifa, que determina que a entidade mantenha neutralidade em assuntos políticos e religiosos. Autor da carta, o eurodeputado irlandês Barry Andrews afirmou que a situação afeta a credibilidade da organização. "A Copa do Mundo deve unir o mundo. Quando o presidente da Fifa favorece um presidente em detrimento de outro, isso prejudica a credibilidade da Fifa e de todo o torneio", declarou Andrews. O Prêmio da Paz da Fifa foi entregue a Trump em 5 de dezembro de 2025, durante o sorteio da Copa do Mundo de 2026, realizado em Washington. Na ocasião, Infantino justificou a homenagem citando ações atribuídas ao presidente americano para promover acordos de paz e afirmou que o prêmio passaria a ser concedido anualmente. Segundo a denúncia da FairSquare, a criação da premiação não teria sido submetida previamente ao Conselho da Fifa, o principal órgão deliberativo da entidade. Os críticos sustentam que a decisão foi tomada de forma unilateral e levantam dúvidas sobre a transparência do processo. Na carta enviada à Fifa, os eurodeputados afirmam que o caso representa uma oportunidade para a entidade demonstrar compromisso com seus princípios. "Com os olhos do mundo voltados para a Fifa neste verão, a organização deve tratar a denúncia ética da FairSquare. Esta é uma oportunidade para provar seu compromisso com a neutralidade política, a transparência e a prestação de contas", diz o documento.
Parlamentares da União Europeia pedem investigação contra Infantino por prêmio entregue a Trump
Grupo de 50 parlamentares afirma que presidente da Fifa pode ter violado regra de neutralidade política da entidade ao criar e conceder o Prêmio da Paz ao presidente dos EUA















