As pessoas tendem a se lembrar é do prêmio da paz.

No ano passado, durante o outono no Hemisfério Norte, Gianni Infantino, presidente da Fifa, teve uma ideia. O Prêmio Nobel da Paz acabara de ser concedido à venezuelana María Corina Machado. O presidente Donald Trump, que havia feito campanha abertamente para receber o prêmio, ficou irritado.

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Infantino, que tentava conquistar Trump como aliado, viu na ocasião uma oportunidade. Por que a Fifa, órgão regulador do futebol internacional, não poderia instituir um prêmio da paz exclusivo? O primeiro homenageado, é claro, foi Trump.

O Prêmio da Paz da Fifa ganhou as manchetes porque elevou a um novo patamar os esforços de Infantino para bajular Trump. Organizada às pressas, a honraria irritou muitos dirigentes do futebol, que afirmaram que ele envergonhara a Fifa e fizera com que a organização fosse vista como partidária. Trump, por sua vez, chamou a condecoração de "verdadeiramente uma das maiores honras da minha vida".