Presidente dos Estados Unidos conversou com Gianni Infantino, enquanto governo americano mobilizou advogados e aliados para tentar liberar atacante da seleção 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente dos EUA, Donald Trump, cumprimenta o presidente da Fifa, Gianni Infantino, ao receber o recém-criado Prêmio da Paz da entidade — Foto: ANDREW HARNIK/Getty Images/AFP/05-12-2025 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 05:22 Ligação de Trump a Infantino influencia decisão da FIFA sobre Balogun e gera controvérsia internacional Uma ligação de Donald Trump a Gianni Infantino influenciou a suspensão da punição de Folarin Balogun, permitindo que o atacante jogasse pela seleção dos EUA na Copa. A ação gerou controvérsia, com o governo americano mobilizando advogados para contestar a expulsão, alegando uso inadequado do VAR. A decisão da FIFA causou indignação na Bélgica, que prometeu recorrer, enquanto a relação entre Trump e Infantino levantou suspeitas sobre a neutralidade da entidade. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A decisão da FIFA de suspender a punição imposta ao atacante Folarin Balogun, liberando o jogador para defender os Estados Unidos nas oitavas de final da Copa do Mundo contra a Bélgica, ganhou um novo capítulo. Segundo revelou o The Athletic, uma ligação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para Gianni Infantino, presidente da FIFA, foi um dos fatores que impulsionaram a mobilização nos bastidores para revisar o caso, desencadeando uma das maiores controvérsias da história recente do torneio. Balogun havia sido expulso na vitória americana sobre a Bósnia e Herzegovina e, pelo regulamento da FIFA, deveria cumprir suspensão automática de uma partida. No entanto, dias depois, o Comitê Disciplinar da entidade decidiu suspender a punição, permitindo que o atacante estivesse à disposição para enfrentar a Bélgica. Logo após a decisão, Trump comemorou publicamente nas redes sociais. — Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça — escreveu o presidente americano. Posteriormente, veio à tona que Trump havia telefonado para Infantino no início da semana para discutir o caso. A conversa foi inicialmente revelada pela Associated Press e pelo New York Times e confirmada por fontes ouvidas pelo The Athletic. Governo dos EUA entrou em ação A atuação da Casa Branca, porém, não se limitou ao telefonema presidencial. Segundo a reportagem, advogados ligados ao governo americano trabalharam em conjunto com a Federação de Futebol dos Estados Unidos (US Soccer) para construir uma estratégia jurídica. Entre os envolvidos estavam o secretário de Comércio, Howard Lutnick, o diretor da força-tarefa da Casa Branca para a Copa, Andrew Giuliani, e Scott Goodwin, investidor e doador da US Soccer. Enquanto a federação reunia argumentos para contestar a expulsão, integrantes do governo acompanhavam o andamento do processo e buscavam atualizações junto à FIFA. O principal argumento apresentado pelos americanos era de que o VAR havia sido utilizado de maneira inadequada, com excesso de imagens congeladas e câmera lenta durante a revisão do lance, o que teria influenciado a decisão do árbitro. Como o regulamento não prevê recurso para cartões vermelhos, a FIFA encontrou uma solução incomum: manteve a expulsão, mas suspendeu a punição automática de um jogo. Relação entre Trump e Infantino aumenta suspeitas A proximidade entre Trump e Infantino tornou a decisão ainda mais controversa. Nos últimos meses, a FIFA inaugurou um escritório na Trump Tower, em Nova York, e alterou o planejamento do sorteio da Copa do Mundo para atender a um pedido do presidente americano. Durante o evento, Infantino entregou a Trump uma réplica do troféu da Copa, uma medalha comemorativa e um certificado simbólico ligado ao Prêmio Nobel da Paz. Esses episódios já haviam levado organizações e parlamentares europeus a questionar a independência da entidade máxima do futebol. Os estatutos da FIFA determinam que a organização deve manter neutralidade política e impedir interferências externas em seus processos disciplinares, motivo pelo qual a participação direta do governo americano passou a ser alvo de críticas. Bélgica reage e promete recorrer A decisão provocou indignação na Bélgica, adversária dos Estados Unidos nas oitavas. A federação belga divulgou nota afirmando estar "estarrecida" com a suspensão da punição e informou que estuda todas as medidas cabíveis. O técnico Rudi Garcia foi ainda mais duro. — Achei que 5 de julho tivesse virado 1º de abril na FIFA. Nossa federação está defendendo a integridade e a ética do futebol — declarou. Já o técnico americano Mauricio Pochettino evitou alimentar a polêmica. — Entendo a posição da Bélgica, mas para mim não há muito o que discutir — afirmou.
Como a ligação de Trump ajudou a reverter suspensão de Balogun e abriu crise na Copa
Presidente dos Estados Unidos conversou com Gianni Infantino, enquanto governo americano mobilizou advogados e aliados para tentar liberar atacante da seleção














