Reportagens indicam que Donald Trump telefonou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para discutir o caso. Presidente americano comemorou decisão da entidade 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Folarin Balogun, dos Estados Unidos, comemora gol no duelo contra a Bósnia, na Copa do Mundo — Foto: JAMIE SQUIRE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 09:04 Blatter critica influência política na anulação de cartão vermelho na Fifa O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, criticou a anulação do cartão vermelho de Folarin Balogun, que permitiu sua participação nas oitavas de final contra a Bélgica. Blatter condenou a influência política, questionando a imparcialidade da Fifa após telefonema de Donald Trump a Gianni Infantino. A decisão gerou protestos da Uefa e um recurso da Bélgica, destacando a tensão entre política e esporte. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, criticou a suspensão do cartão vermelho do americano Folarin Balogun e sua consequência suspensão automática na partida dos EUA contra a Bélgica pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Em publicação nas redes sociais, o ex-dirigente disse que "futebol jamais deve se tornar um campo de batalha política". "Cartões vermelhos não são anulados por telefonemas políticos. São anulados por regras, provas e órgãos independentes. Se um presidente dos EUA intervém junto ao presidente da Fifa – e um jogador é subitamente inocentado antes de uma partida eliminatória da Copa do Mundo – a pergunta inevitável é: Quo vadis (Para onde você vai, Fifa?). O futebol jamais deve se tornar um campo de batalha para o poder político", afirmou ele na publicação. A polêmica começou após a expulsão de Folarin Balogun na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina. Pelo Código Disciplinar da Fifa, o atacante deveria cumprir suspensão automática nas oitavas de final. No entanto, o Comitê Disciplinar da entidade decidiu suspender a punição, permitindo que o jogador enfrentasse a Bélgica. Ligação de Trump Reportagens do The Athletic, da Associated Press e do New York Times revelaram que Donald Trump telefonou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para discutir o caso. Fontes ouvidas pelos veículos também apontaram que integrantes da Casa Branca acompanharam as articulações ao lado da Federação de Futebol dos Estados Unidos (US Soccer). Após a decisão, Trump comemorou publicamente nas redes sociais. "Obrigado à Fifa por fazer o que era certo e corrigir uma grande injustiça", escreveu o presidente americano. Bélgica recorre Ainda de acordo com o The Athletic, a Bélgica obteve o direito de recorrer da decisão da Fifa que suspendeu a punição de um jogo imposta ao atacante da seleção dos Estados Unidos, deixando em aberto a possibilidade de uma nova reviravolta horas antes do confronto entre as duas equipes. A Uefa divulgou uma nota oficial de tom incomum para criticar duramente a decisão da Fifa de liberar o jogador para atuar nas oitavas de final da Copa do Mundo, classificando a medida como "inédita, incompreensível e injustificável". Em uma manifestação rara contra a entidade que governa o futebol mundial, a Uefa afirmou que a Fifa "cruzou uma linha vermelha" ao suspender, durante o andamento da competição, o cartão vermelho recebido por Balogun diante da Bósnia e Herzegovina. "O futebol, como qualquer outro esporte, baseia-se em regras, o qual são o fundamento de uma competição justa, honesta e transparente. Às vezes, as regras estão sujeitas à interpretação. Neste caso, não estão", afirmou a entidade europeia.