Donald Trump ligou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para solicitar revisão da punição contra jogador da seleção americana e teve pedido atendido 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Falorin Balogun marcou dois gols na vitória dos Estados Unidos sobre o Paraguai por 4 a 2 — Foto: Jamie Squire/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 01:10 Intervenção de Trump na Fifa: Relembre Casos de Influência Política em Copas do Mundo A intervenção de Donald Trump junto à Fifa, pedindo a revisão do cartão vermelho de Folarin Balogun, remete a outros casos de influência política em Copas do Mundo. Em 1934 e 1938, Mussolini usou o torneio para promover o fascismo, enquanto em 1978, a ditadura argentina foi acusada de corrupção. Em 1982, um xeique kuwaitiano interferiu em uma partida. A anulação da suspensão de Balogun gerou controvérsia internacional. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A ligação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o chefe da Fifa, Gianni Infantino — instando o comitê disciplinar da entidade a reexaminar o cartão vermelho aplicado a Folarin Balogun — não é o primeiro caso de interferência política em uma Copa do Mundo. Relembre abaixo outros episódios similares ocorridos em mundiais. 1934: Pressão de Mussolini A Itália fascista sediou a segunda edição da Copa do Mundo, e "Il Duce" — que, ao contrário de seu povo, não se interessava por futebol — viu o evento como uma oportunidade ideal para glorificar seu regime político. Mussolini comparecia a todas as partidas e descia até os vestiários; a arbitragem mostrou-se extremamente favorável à seleção anfitriã — que acabou se sagrando campeã —, a ponto de a Fifa decidir, posteriormente, banir dois árbitros para sempre. 1938: Pressão de Mussolini (novamente) Um ano antes da Segunda Guerra Mundial, a Áustria — recém-anexada pela Alemanha nazista — retirou-se do torneio. Vários de seus jogadores foram forçados a atuar pela Die Mannschaft e obrigados a fazer a saudação nazista no estádio Parc des Princes. No entanto, a Alemanha não passou das oitavas de final. Artistas nos jogos dos Estados Unidos nessa Copa 1 de 6 Paris Hilton em Estados Unidos x Austrália, em Seattle, na Copa do Mundo — Foto: Emilee Chinn / Getty Images via AFP 2 de 6 Leonardo DiCaprio, de boné, aparece na transmissão de Estados Unidos x Paraguai na abertura da Copa do Mundo — Foto: Reprodução X de 6 Publicidade 6 fotos 3 de 6 Sofia Vergara e Owen Wilson no jogo Estados Unidos x Paraguai na abertura da Copa do Mundo — Foto: Jamie Squire / Getty Images via AFP 4 de 6 Kareem Abdul-Jabbar na transmissão de Estados Unidos x Paraguai na Copa do Mundo — Foto: Reprodução X de 6 Publicidade 5 de 6 Bill Gates na estreia dos Estados Unidos na Copa do Mundo — Foto: Reprodução / TV Globo 6 de 6 Katy Perry e Justin Trudeau em Estados Unidos x Paraguai na Copa do Mundo — Foto: Reprodução / TV Globo X de 6 Publicidade Artistas nos jogos dos Estados Unidos nessa Copa A Itália, por sua vez, manteve o título; os jogadores vestiam camisas pretas que remetiam aos uniformes das milícias fascistas italianas. Antes da final, Mussolini enviou-lhes uma mensagem breve, porém arrepiante: "Vencer ou morrer". 1978: Suspeitas de corrupção na Argentina Realizado sob a ditadura do general Jorge Rafael Videla, o torneio — que visava melhorar a imagem do regime — viu a Argentina conquistar seu primeiro título em meio a fortes suspeitas de corrupção. Na segunda fase, disputada em dois grupos de quatro equipes cada, a Albiceleste precisava vencer o Peru por uma diferença de pelo menos quatro gols para superar o Brasil e chegar à final (disputada pelos vencedores de cada grupo). Os peruanos, que haviam demonstrado uma defesa sólida no início do torneio, desmoronaram e perderam por 6 a 0. Ao longo dos anos — embora nunca tenham sido apresentadas provas conclusivas —, diversos relatos apontaram para um ato de corrupção envolvendo ambas as ditaduras. 1982: França x Kuwait e a intervenção do xeique Em Valladolid, os bleus haviam marcado o quarto gol — ampliando o placar para 4 a 1 — por meio de Alain Giresse; o gol foi contestado pelos kuwaitianos, que ouviram um apito (vindo das arquibancadas) e acreditaram que ele sinalizava impedimento. Os jogadores que disputam a artilharia da Copa do Mundo de 2026 1 de 7 Messi e Mbappé disputam a artilharia histórica; Cristiano Ronaldo também pode chegar dependendo do seu desempenho — Foto: Roberto SCHMIDT / AFP, CHARLY TRIBALLEAU / AFP e RONALDO SCHEMIDT / AFP 2 de 7 Messi marca hat-trick na estreia da Copa do Mundo de 2026 — Foto: Michael Steele/Getty Images/AFP X de 7 Publicidade 7 fotos 3 de 7 Com os três gols contra a Argélia, o craque argentino se tornou o maior artilheiro da competição ao lado do alemão Miroslav Klose — Foto: Charlotte Wilson / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 4 de 7 Kylian Mbappé fez dois gols na estreia da França na Copa do Mundo 2026 — Foto: Angela WEISS / AFP X de 7 Publicidade 5 de 7 Kylian Mbappé deu mais um passo em direção ao recorde de maior artilheiro da história da competição, que é compartilhado por Lionel Messi e Miroslav Klose — Foto: CHARLY TRIBALLEAU / AFP 6 de 7 Neymar, Cristiano Ronaldo e Harry Kane têm oito gols marcados em Mundiais — Foto: MOLLY DARLINGTON / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP X de 7 Publicidade 7 de 7 Cristiano Ronaldo ainda pode alcançar os 16 gols de Messi e Klose — Foto: Getty Images via AFP Messi, com 16 gols, está empatado com Miroslav Klose Depois que o árbitro já havia validado o gol, o xeique Fahad Al-Ahmed Al-Jaber Al-Sabah — irmão mais novo do emir e presidente da Associação de Futebol do Kuwait — desceu das arquibancadas e entrou no gramado, para o espanto de todos, para protestar contra a decisão. Em meio a uma confusão generalizada, o árbitro anulou o gol — uma atitude pela qual pagaria um preço alto: o banimento vitalício imposto pela Fifa. 2026: Trump liga para Infantino Insatisfeito com o cartão vermelho mostrado a Folarin Balogun durante a vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia-Herzegovina na fase de 32 avos de final — o que acarretava uma suspensão automática do atacante americano para a partida seguinte, contra a Bélgica —, Donald Trump ligou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para solicitar uma revisão da punição. Quatro dias depois, a entidade máxima do futebol mundial anunciou que seu comitê disciplinar havia modificado a penalidade: a suspensão obrigatória de uma partida foi convertida em "suspensão condicional de um jogo, acompanhada de um período de prova de um ano". O resultado: o artilheiro da seleção dos EUA nesta Copa do Mundo estaria apto a jogar em Seattle, nesta segunda-feira, na partida das oitavas de final contra os "Diabos Vermelhos".
'Caso Balogun' não é primeira vez que política entra em cena durante uma Copa do Mundo; relembre casos
Donald Trump ligou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para solicitar revisão da punição contra jogador da seleção americana e teve pedido atendido















