Suíço questionou escolha dos EUA como sede da competição, feita no primeiro mandato de Trump O presidente da Fifa Gianni Infantino exibe o troféu da Copa para o presidente dos EUA Donald Trump — Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/06/2026 - 18:06 Blatter Critica Relação Trump-Infantino e Escolha dos EUA em 2026 O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, criticou a relação entre Donald Trump e Gianni Infantino, atual presidente da Fifa, questionando a escolha dos EUA como sede da Copa do Mundo de 2026. Blatter destacou problemas com vistos e a falta de neutralidade política na Fifa. Ele desaprovou a expansão do torneio para 48 seleções e criticou a influência dos EUA no futebol mundial. A imprensa também destacou tensões políticas e problemas logísticos relacionados à competição. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A política de Donald Trump e as regras da Copa do Mundo de 2026 vivem um cabo de guerra mais intenso nas últimas semanas. Dificuldades com vistos para jogadores, jornalistas e torcedores, como no caso da seleção do Irã, que confirmou sua participação apenas nos últimos dias, ao caso do árbitro somali que teve sua participação cancelada na última segunda-feira (8). Para o ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, a corda vem sendo sempre puxada para o lado dos Estados Unidos, e não é de hoje. Em entrevista ao jornal francês Le Monde, o suíço considerou a relação classificada como "bromance" (uma aglutinação entre irmãos e romance em inglês) entre Trump e o atual presidente da Fifa, Gianni Infantino, como a mais preocupante que observa na instituição. —A atividade política da Fifa, que não está em conformidade com seus próprios estatutos referentes ao dever de neutralidade da organização, atingiu seu ápice. Os Estados Unidos não tiveram dificuldade em se estabelecer como uma grande potência do futebol — diz Blatter. Atualmente com 90 anos, ele já havia sugerido um boicote ao torneio, aconselhando os torcedores a não irem aos EUA durante a Copa do Mundo, que também acontecerá no Canadá e no México. Blatter também desaprovou o novo modelo da competição, que passou de 32 para 48 seleções. — Ela ultrapassa todos os limites com suas 48 seleções e 104 partidas! — reforçou o ex-presidente, que comandou a Fifa entre 1998 e 2015. O presidente dos EUA, Donald Trump, cumprimenta o presidente da Fifa, Gianni Infantino, ao receber o recém-criado Prêmio da Paz da entidade — Foto: ANDREW HARNIK/Getty Images/AFP/05-12-2025 Para ele, a relação problemática de Trump e Infantino começou ainda na escolha dos Estados Unidos para sediar o evento, em 2018, quando o republicano estava no seu primeiro mandato. A reportagem publicada pelo jornal francês lembra que os Estados Unidos acusaram o Catar de comprar votos para conquistar o posto de país sede da Copa de 2022, quando foram derrotados por 14 votos a 8. — Acreditávamos que tínhamos a melhor proposta, mas não fomos selecionados. As regras vigentes na época não foram concebidas para permitir um processo o mais justo possível. Essas regras permitiam uma margem relativamente ampla, dentro da qual conduzimos nossa candidatura de maneira muito correta e imparcial. Elas deixavam uma margem muito grande para ações fora dos limites — disse Sunil Gulati, ex-presidente da Federação de Futebol dos EUA , a juízes franceses em 2021, durante a investigação francesa sobre suspeitas de corrupção na atribuição da Copa do Mundo ao Catar. Copa do Mundo de 2026: veja os profissionais de TV que irão cobrir o evento in loco pela primeira vez 1 de 23 O narrador Everaldo Marques — Foto: Globo/João Miguel Junior 2 de 23 O narrador Gustavo Villani — Foto: Globo / Paulo Belote X de 23 Publicidade 23 fotos 3 de 23 A narradora Renata Silveira — Foto: Jordan Silva / Divulgação 4 de 23 O ex-jogador e comentarista Denílson — Foto: Globo/Cadu Pilotto X de 23 Publicidade 5 de 23 A jogadora e comentarista Cristiane Rozeira — Foto: Reprodução/TV Globo 6 de 23 O narrador Paulo Andrade fará os jogos do Sportv — Foto: Divulgação/TV Globo X de 23 Publicidade 7 de 23 Dandan Pereira irá narrar os jogos pelo Sportv — Foto: Divulgação/TV Globo 8 de 23 Fred Bruno apresentará o Globo Esporte diretamente da Copa do Mundo — Foto: Reprodução/Instagram X de 23 Publicidade 9 de 23 O repórter Guto Rabelo — Foto: Reprodução/Instagram 10 de 23 O repórter Nilson Klava — Foto: Reprodução/TV Globo X de 23 Publicidade 11 de 23 A repórter Duda Dalponte — Foto: Reprodução/Instagram 12 de 23 Renata Mendonça faz sua primeira Copa do Mundo como comentarista pelo Sportv — Foto: João Miguel Jr/TV Globo X de 23 Publicidade 13 de 23 Felipe Diniz fará entradas ao vivo na programação do Sportv durante a Copa — Foto: Reprodução/Instagram 14 de 23 O jornalista Alexandre Lozetti fará a cobertura in loco pelo Sportv — Foto: Divulgação/TV Globo X de 23 Publicidade 15 de 23 Mariana Fontes vai cobrir a Copa do Mundo in loco pelo Sportv — Foto: Reprodução/Sportv 16 de 23 O treinador Felipão participará na cobertura da Copa no programa Seleção Sportv — Foto: Divulgação / Globo X de 23 Publicidade 17 de 23 O ex-jogador e comentarista Paulo Nunes irá trabalhar na Copa in loco — Foto: Globo/ Estevam Avellar 18 de 23 Atualmente comentarista, o ex-jogador Felipe Melo também fará a cobertura da Copa presencialmente — Foto: Júlia Aguiar X de 23 Publicidade 19 de 23 O ex-jogador Renato Augusto vai cobrir a Copa do Mundo in loco pelo Sportv — Foto: Reprodução/Instagram 20 de 23 O ex-jogador D'Alessandro também participará da cobertura pelo Sportv — Foto: Reprodução/TV Globo X de 23 Publicidade 21 de 23 O comentarista Bruno Formiga fará a cobertura da Copa in loco pelo Sportv — Foto: Divulgação 22 de 23 A repórter e apresentadora Mariana Spinelli viaja para cobrir a Copa do Mundo pela getv — Foto: Reprodução/Instagram X de 23 Publicidade 23 de 23 Sofia Miranda também fará a cobertura pela getv — Foto: Reprodução . Mais críticas da imprensa Além do Le Monde, o maior jornal dos Estados Unidos, o The New York Times, publicou também nesta terça-feira (9), um artigo assinado pelo repórter e comentarista esportivo Adam Crafton, também bastante duro contra Trump e Infantino. A publicação atribuiu a confusão dos vistos para delegações e jornalistas a esta relação entre eles. "Os indícios deveriam ter estado lá para a Fifa. Talvez na ordem executiva, assinada no primeiro dia de volta do presidente Donald Trump à Casa Branca, intitulada 'Protegendo o Povo Americano Contra a Invasão'. Talvez nas proibições de viagens, impostas principalmente a países do Oriente Médio e da África. Talvez na exigência de que viajantes de 50 países paguem até US$ 15.000 em fianças para vistos de negócios ou turismo. Talvez na suspensão dos pedidos de visto de imigrante para cidadãos de 75 países. Talvez nos comentários de Trump sobre os somalis, dizendo que eles deveriam 'voltar para o lugar de onde vieram' e que 'o país deles não presta por algum motivo'", publicou Crafton. O jornalista lembrou ainda frases ditas por Infantino durante um o Congresso da Fifa no Paraguai, em 2025, que contrastam com os vistos negados aos profissionais envolvidos na Copa. Na ocasião, o presidente elogiou Trump e disse que o governo americano faria com que todos fossem bem-vindos. "O mundo é bem-vindo na América. Claro, os jogadores, todos os envolvidos, mas definitivamente também todos os torcedores. E sejamos claros: isso não parte de mim, parte do governo americano", afirmou Infantino na ocasião.