Cientistas a bordo do navio de pesquisa Polarstern navegavam em 2021 quando se depararam com um iceberg incomum no estreito de Fram, uma passagem ártica entre a Groenlândia e o arquipélago norueguês de Svalbard.
Diferentemente dos icebergs brancos e azuis que normalmente imaginamos, este estava coberto de rochas escuras.
Imediatamente, a equipe de pesquisa —que estava coletando amostras e imagens do fundo do mar— redirecionou seu foco para o iceberg. Um helicóptero do Polarstern pousou no topo do gelo flutuante, levando os pesquisadores ao que parecia ser outro planeta. Ali, entusiasmados, eles tiraram fotos, coletaram amostras e fizeram medições das pedras.
"Tivemos esse momento coletivo de eureka", disse a bióloga Kirstin Meyer-Kaiser, do Instituto Oceanográfico Woods Hole. "Essas são pedras de degelo antes de terem caído."
Quando partes das geleiras se desprendem na forma de icebergs, elas começam a derreter, depositando as rochas e outros detritos no fundo do mar enquanto flutuam.








