Luiz Zerbini concebeu paisagens que parecem fruto de um devaneio. As telas deixam de lado o compromisso com o realismo para valorizar a experimentação cromática. Troncos, folhas e galhos reluzem com tons saturados de azul, rosa e vermelho.

São cores que emprestam ares lisérgicos e dionisíacos aos cenários, convidando o observador a mergulhar numa experiência psicodélica. Observar esses quadros é como sentir a terra em transe.

Esse delírio pictórico pode ser visto nas salas expositivas do Instituto Tomie Ohtake, na capital paulista, onde está em cartaz a exposição "Estrelas Escolhidas".

A mostra reúne cerca de 230 obras produzidas por meio da monotipia, técnica na qual o artista aplicou camadas de tinta em plantas, folhas e galhos. Em seguida, pressionou os materiais contra a superfície de papéis e tecidos, de modo a criar uma impressão.

"A gente descobriu que esse era um mundo para o Luiz e que ele fez esses trabalhos ao longo de dez anos", diz Ana Roman, que assina a curadoria da exposição ao lado de Luiza Mello.